O futuro dos transportes – Veículos elétricos e híbridos

 

O futuro dos transportes

 

A cada dia vemos mais iniciativas de desenvolvimento de veículos 100% elétricos ou híbridos, que funcionam com 2 motores, uma a combustão e outro elétrico. O 100% elétrico possui algumas limitações de autonomia e tempo de recarga, que pode durar algumas horas, é ideal para trajetos curtos, como a ida ao trabalho, onde o carro não precisa ir tão longe e ainda ficará muitas horas parado para poder abastecer o banco de baterias.

 

Já o carro híbrido resolveu essa questão, o próprio motor a combustão é capaz de reabastecer as baterias, esse motor só entra em funcionamento quando as baterias descarregam ou quando o carro alcança velocidades maiores, e ainda trabalhando em conjunto os dois motores além de proporcionarem economia excepcional, ainda aumentam significativamente a potência do veículo. É claro que ainda existirá o agente poluente, porém reduz drasticamente o consumo geral de gasolina e outros derivados e a nossa dependencia pelo petróleo.

 

Inclusive o Brasil possui toda a tecnologia necessária para a produção de veículos verdes, os elétricos, híbridos e ainda os movidos à hidrôgenio, que pasmem, emite nada mais do que vapor de água pelos escapamentos, mas a grande questão é: por que não incentivamos mais ou utilizamos essas tecnologias que já foram comprovadamente testadas e com a possibilidade real de produção comercial em larga escala?

 

É claro que essas tecnologias ainda são mais caras por serem pioneiras, mas incentivos fiscais poderiam igualar o valor de um veículo verde à um convencional, isso não é feito pelo ainda imenso lobby da indústria de energia.

 

Mais uma vez quem ganha? A sociedade? Ou os interesses comerciais? O que você quer para o seu futuro e dos seus filhos, netos….?

 

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Renato Munhoz – 21-9432-2321

www.twitter.com/c_sustentaveis

https://condominiossustentaveis.wordpress.com

Seguem algumas iniciativas verdes nacionais para a área de transportes:


Brasil poderá ter frota de ônibus movido a hidrogênio até a Copa de 2014, diz cientista da UFRJ

 

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-06-13/brasil-podera-ter-frota-de-onibus-movido-hidrogenio-ate-copa-de-2014-diz-cientista-da-ufrj

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

 

Rio de Janeiro – O Brasil poderá ter uma frota de ônibus movida a combustível limpo – sem emissão de gases poluentes – rodando nas capitais já durante a Copa de 2014. Os veículos híbridos serão movidos a hidrogênio e baterias elétricas, emitindo apenas vapor de água. A expectativa é do cientista Paulo Emilio de Miranda, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). O lançamento da segunda versão do protótipo, criado por ele e sua equipe, ocorreu hoje (13) na Rio+20.
A autonomia do ônibus desenvolvido pelo Laboratório de Hidrogênio da Coppe é 500 quilômetros, suficiente para um dia de operação urbana, podendo ser recarregado no período da noite quando não estiver em operação. O veículo tem capacidade para 70 passageiros e vem sendo desenvolvido desde 2005. O projeto já recebeu investimentos de R$ 15 milhões.
Miranda disse que o uso do hidrogênio como combustível é uma tendência irreversível em todo o mundo e o Brasil domina a tecnologia com a possibilidade de ser imediatamente comercializável. “Já é um protótipo pré-comercial, não é mais um desenvolvimento laboratorial. O que falta para ele ser comercial é utilizá-lo.”
Segundo o cientista, os motores a hidrogênio já estão sendo usados em outros países, principalmente na Europa e no Japão. “Em 2006 a Europa fez um grande experimento de uso público de ônibus a hidrogênio, com 30 veículos em dez cidades, durante dois anos. E há um mês eles lançaram um novo ônibus a hidrogênio.”
Miranda sustenta que o modelo brasileiro é superior, pois tem maior autonomia e menor custo por quilômetro rodado. O primeiro ônibus europeu consumia 25 quilos de hidrogênio por 100 quilômetros rodados. O atual consome 14 quilos por 100 quilômetros rodados, e o brasileiro usa 5 quilos para a mesma distância.
“O grande diferencial do nosso ônibus, em relação a outros que foram desenvolvidos no mundo, é que o nosso sistema é híbrido. A tração é elétrica, e quando está rodando tem mais duas fontes de energia: uma é a pilha combustível, que gera energia a bordo, e a outra é a regeneração da energia cinética do movimento em energia elétrica, quando freamos ou desaceleramos.”
O valor de produção do protótipo foi R$ 1 milhão, mas o cientista acredita que o custo vá baixar no futuro com a produção em escala e o apoio público nas compras. O pesquisador acredita que o uso do hidrogênio como combustível é inexorável.
“Hoje em dia a forma menos custosa de produzir hidrogênio é por meio da reforma a vapor do gás natural. Ele também pode ser produzido em larga escala a partir de biogases, como rejeitos da agricultura, esgoto humano e animal. Além disso, uma das formas mais conhecidas de se produzir hidrogênio é com a eletrólise da água e o Brasil, que é abundante em água, tem todas as condições de se tornar um grande produtor de hidrogênio.”

 

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EcoFusca

 

 

Da ficção para a realidade, os carros elétricos aos poucos deverão conquistar o mercado de veículos mundo à fora. Entretanto, o que ninguém imagina é que em Manaus, o mecânico Alex Lopes Soares, 41, já desfila pelas ruas da cidade, em um simpático Fusca prateado – ano 86 -, com motor, conversor e baterias adaptados.

 

O Eco-Fusca, como o veículo foi batizado, funciona com bateria de polímeros de lítio – as mesmas utilizadas em aparelhos celulares -, e pode ser recarregado em tomadas comuns.

 

A adaptação do carro, de acordo com Alex começou em janeiro deste ano. Porém, algumas fases ainda faltam ser concluídas.

 

“Desde adolescente sempre quis adaptar um carro comum para elétrico. Um conhecido que é aficionado por Fuscas gostou da proposta e cedeu este para fazer as devidas adaptações”, salienta o mecânico.

 

Nos próximos meses o carro deverá ser adaptado internamente, quando receberá um computador de bordo, com um software próprio, o “Elition” desenvolvido pelo amigo de Alex, o analista de sistemas Eduardo Mazzoni Araújo, 22.

 

“Com o software é possível limitar a velocidade do carro, configurar a voltagem da bateria, monitorar a carga de energia, entre outras coisas”, explica Eduardo. O veículo também deverá ser dotado de tecnologia 3G.

 

O painel original do carro também deverá ser adaptado, assim como a iluminação externa que deverá receber faróis de LED.

 

Peculiaridades

 

Por onde passa o Eco-Fusca chama a atenção não só pela sua mala de acrílico – onde é possível ver o motor adaptado -, bem como pelo fato do veiculo não emitir os sons  característicos de um Fusca, e muito menos soltar fumaça pelos escapamentos.

 

Durante as fases de testes realizadas com o carro, o Eco-Fusca chegou a fazer 160 km/h. Segundo Alex, é possível ir até Presidente Figueiredo – a 107 quilômetros de Manaus -, e se divertir nas cachoeiras, enquanto o Eco-Fusca recarrega.

 

“O carregamento das baterias é de apenas 5 horas”, informa.

 

O Eco-Fusca também dispensa embreagem, podendo sair de terceira marcha, sem apresentar solavancos ou estancamentos.

 

Diversidade
A conversão de motores e baterias pode ser feita em qualquer modelo de veículo, explica Soares, independente de ser de quatro ou duas rodas.

 

O próximo desafio é transformar uma embarcação de pequeno porte.

 

Economia
Há pelo menos seis meses Alex não vai a um posto de gasolina para abastecer o veículo, desde que fez a conversão do carro para motor elétrico.

 

“Como a recarga é feita direto numa tomada comum, gasto apenas o que consumo com energia doméstica”. Ele estima gastar apenas R$ 5 mensais no carregamento das baterias.

 

Boa parte das peças utilizadas no projeto foram compradas fora do Brasil, ou na China ou nos Estados Unidos.

 

O mecânico estima que em torno de U$S 30 mil já foram empregados no projeto. Entretanto, como foi o primeiro carro a ser testado, segundo Alex é comum que os gastos sejam elevados, devido os testes com  entre testes.

 

“Mas é algo que vale a pena. O investimento tem logo retorno, porque a pessoa não vai gastar, por exemplo, com manutenção e combustível”, observa Soares.

 

No site do Eco-Fusca também é possível ver o modelo em ação, além de bater um papo com o próprio Alex, sobre o projeto.

 

Fonte: A Crítica.com

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