Archive for the ‘Água’ Category

Por que Não o Reuso de Água em Brasília?

Por: Dra. Luciana Figueras
Advogada e Consultora Ambiental
Figueras Advocacia e Consultoria

 

A Escassez Hídrica e a baixa qualidade na oferta do Recurso Água são questões de alcance Global.

 

Já se sabe que Investir em um Meio Ambiente sadio é sinônimo de investimento em Saúde Pública, pois conforme afirmam os dados do relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) 1,7 milhão de crianças morrem por ano devido a fatores ambientais. Alerta, ainda, que a morte de pessoas com menos de cinco anos poderiam ser evitadas através de promoção de melhores condições do ar, água de qualidade, saneamento básico e higiene (http://g1.globo.com/bemestar/noticia/17-milhao-de-criancas-morrem-por-ano-devido-a-fatores-ambientais-dizem-relatorios-da-oms.ghtml).

Na busca pela utilização eficiente da Água, Recurso que é Vida, Países da Europa e os Estados Unidos já imprimem esforços em ações de Reuso de Águas cinza, bem como outros formatos de reaproveitamento e uso eficiente da água.

Resido em Brasília e acompanho bem de perto uma Crise Hídrica sem precedentes, da mesma forma como acompanhei a Crise Hídrica no Rio de Janeiro e em São Paulo no decorrer do ano de 2014.

Sou Membro da Comissão de Direito Ambiental e Regularização Fundiária (CDARF) da OAB do Distrito Federal e da Comissão Direito Ambiental (CDA) da OAB da Barra da Tijuca. Fui designada pelo Presidente da CDARF (Dr. Juliano Nardes), e deixo aqui a minha gratidão, para acompanhar de perto todos “os movimentos” desta Crise, portanto venho “marcando ponto” em Audiências Públicas, Palestras, Seminários e Cursos que tenham essa temática como Pauta.

No dia 09 de março de 2017 estive na Audiência Pública que ocorreu na ADASA, Audiência esta que teve a finalidade de debater com a Sociedade cobrança de Multa (no valor de R$ 250,00) para o consumidor que utilizar a água tratada pela CAESB para fins “não nobres”, tais como lavar calçadas, carros, aguar plantas, entre outros fins.

Cumpre aqui fazer um “parêntese”, essa medida, que se pretende colocar em prática, não apresenta nenhuma espécie de segunda opção para Sociedade, já que até hoje Brasília não possui regulamentação para utilização de água de reuso. Isto posto, a Sociedade não terá como dar continuidade em práticas e atitudes do “dia a dia”, bem como o algumas áreas do comércio, tais como Lava Jato, como poderão continuar a funcionar?

Neste mesmo dia (09/03/2017) fiz uma intervenção e questionei o Diretor da Agência Reguladora de Águas (Adasa) José Walter Vazquez, por que não investir em Reuso de água, e a resposta foi que “o Diretor se considera cético a utilização de água cinza por considerar esse uso arriscado”. Esse debate foi divulgado em diversas mídias sociais, tais como o G1 (https://lnkd.in/gdWXUXA).

Já no dia 10 de março de 2017 participei da Reunião do Conselho de Recursos Hídricos, no Palácio do Buriti, que tinha a principal finalidade de Apresentar o Plano de Enfrentamento da Crise Hídrica no Distrito Federal, Plano esse que não inclui a regulamentação do reuso de água em seu escopo.

Na oportunidade realizei intervenção com o mesmo questionamento: “Por que não investir em Reuso”

Nesse dia o meu questionamento foi direcionado para o Presidente da ADASA (Paulo Salles) e para o Presidente da CAESB (Maurício Luduvice) e as respostas foram “harmônicas” sobre a inviabilidade do reuso pelo “risco” de contaminação da água ofertada pela Companhia de Água e Esgoto de Brasília.

 

Então “Pessoal” …. Vamos lá:

 

Tem alguma coisa muito errada, pois os riscos existem em todas as atividades humanas, por isso existem Técnicos, Engenheiros e Profissionais habilitados para garantir a eficiência do reuso na possibilidade de sua regulamentação e entrada em operação para o bem da Coletividade.

Se assim não fosse, meus Caros, países do primeiro mundo não adotariam o reuso como prática e a melhor forma de economia e preservação da água, bem como países de renda alta não tratariam cerca de 70% das águas residuais industriais e urbanas que produzem.

Na minha singela opinião as Novas Edificações, bem como as Empresas já deveriam tratar e operar exclusivamente com água de reuso dentro da viabilidade legal.

Grandes Empresas pelo Mundo são a prova que o reuso é o caminho e, nesse artigo, dou o belíssimo exemplo da Empresa Ford que reduz o seu consumo em 49 milhões de litros adotando tecnologias de economia de água (https://www.tratamentodeagua.com.br/tecnologias-de-economia-de-agua-da-ford-reduzem-o-consumo-em-49-milhoes-de-litros/).

São diversas as posturas políticas, regulamentares e legais que podem ser adotadas para o fomento do reuso Urbano e industrial.

Aqui listo uma série de leis em vigor em são Paulo (considero o Estado Brasileiro que se encontra na vanguarda em medidas de eficiência hídrica), que possuem exatamente a finalidade de fomentar práticas sustentáveis, incluindo o uso racional da água.

Lei nº 16.172, de 17 de abril de 2015 que proíbe a lavagem de calçadas com água tratada ou potável e fornecida por meio da rede da Sabesp que abastece o Município de São Paulo, e dá outras providências.

Lei nº 16.174, de 22 de abril de 2015 que estabelece regramento e medidas para fomento ao reuso de água para aplicações não potáveis, oriundas do polimento do efluente final do tratamento de esgoto, de recuperação de água de chuvas.

Fomento Público com Incentivos Tributários as Construções e Certificações Sustentáveis que primam por medidas de Eficiência Hídrica nos seus Projetos, desde a origem, conforme as Legislações vigentes em São Paulo, tais como a Lei nº 16.402, de 22 de março de 2016 que concede Incentivo de Certificação e o Decreto nº 57.565, de 27 de dezembro de 2016 que Regulamenta procedimentos para a aplicação da Quota Ambiental, nos termos da Lei nº 16.402, de 22 de março de 2016.

Resta flagrante que São Paulo aprendeu com a dor e vem fazendo sua “tarefa de casa” com louvor.

Veja como a tecnologia está a nosso favor e como podemos fazer diferente:

Com a ampliação da ETE Mário Araldo Candello, em Indaiatuba/SP a previsão é de que o Município irá tratar 100% de todo o esgoto coletado na área urbana da cidade, e o rio Jundiaí irá receber de volta, uma água com muito mais qualidade (https://www.tratamentodeagua.com.br/ampliacao-de-ete-em-indaiatubasp-permitira-o-municipio-tratar-100-esgoto/).

Esse é o caminho de toda nação que pretende garantir Água de qualidade para Sociedade.

Finalizo aqui o meu artigo e deixo novamente o meu questionamento:

“Por que não investir em reuso BSB?”

 

Doutora Luciana Figueras

Advogada e Consultora Ambiental

Figueras Advocacia e Consultoria

https://www.linkedin.com/in/luciana-figueras-53a1a6102/

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Controle de Consumo de Água e Energia Elétrica

Controle de Consumo de Água e Energia Elétrica

 

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Uma atividade trivial e que hoje ainda não é adotada na maioria dos condomínios é a realização de leitura diária de consumo da água e de energia elétrica.

Esse procedimento garante que em caso de um vazamento de água ou fuga de energia, que possamos identificar imediatamente a anomalia e tratar a causa.

Sem esse controle simples que pode ser feito pelo porteiro ou zelador, corremos o risco de descobrir o problema somente quando chegar a conta, o que pode demorar e acarretar prejuízos absurdos, além do desperdício de recursos naturais.

Lembre-se que a leitura deve ser feita sempre no mesmo horário e anotada em papel ou planilha, com verificação e análise diária da variação de consumo.

Existe hoje um sistema on-line experimental que traz essa funcionalidade e nos próximos dias será capaz de gerar alertas automáticos em caso de consumos fora da média histórica, a fim de avisar qualquer indício de anomalia e desperdício.

Esse sistema é o CONDOMÍNIO SIMPLES, que além dessa funcionalidade pode ajudar seu condomínio a manter os cadastros de moradores, dentre outras coisas legais.

 

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Fica a dica e vamos economizar!

Equipamento compacto para economizar água do chuveiro será vendido por R$ 29

Equipamento compacto para economizar água do chuveiro será vendido por R$ 29

 

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Sempre foi um ponto de atenção desse blog as grandes perdas de água enquanto o chuveiro a gás aquece, a depender da distância no aquecedor, de 6 a 10 litros de água limpa e potável vão literalmente pelo ralo.

 

Eis que hoje me deparei com uma solução absolutamente simples e que resolve esse problema, um simples reservatório de água, em posts passados até dei sugestões, como o uso de baldes, mas uma solução que pode incorrer em outros problemas.

 

Trata-se do Aguawell, desenvolvido no Brasil, muito prático e acima de tudo, viável financeiramente e pode ser usado por qualquer pessoa.

 

O desenvolvimento do produto tem um custo e por isso seus desenvolvedores abriram uma linha de financiamento colaborativo, também conhecido como crowdfunding a fim de levantar os recursos necessários, avaliados em R$ 60.000,00.

 

O prazo é curto, só mais 22 dias!

 

http://www.kickante.com.br/campanhas/aguawell-light

 

Quem ajudar terá direito a ser um dos primeiros a receber o produto, caso não alcancem a meta, o dinheiro dos colaboradores será devolvido.

 

Pelos meus cálculos, em um condomínio como o meu, de 96 unidades, média de 3 habitantes e um banho por dia, são 18 litros economizados, ou 1.728 litros por dia, 51.840 litros por mês, equivalente a 51,8 metros cúbicos, suficiente para encher 2 vezes a piscina ou suprir um dia inteiro de consumo.

 

Renato Moreno Munhoz

renato@condominiosimples.com.br

O que você precisa saber sobre água de reuso

O que você precisa saber sobre água de reuso

Ainda não pensou em adotar a água de reuso como alternativa na sua casa ou condomínio? Hoje ensinamos como fazer. Confira as dicas!

 

 

A Terra tem 70% da sua superfície coberta por água. Mas 98% de todos estes litros estão nos oceanos e só os 2% restantes são potáveis – mas não acessíveis, pois estão congelados nos polos norte e sul do planeta. Existe outra parte menor no subsolo e outra menor ainda, em rios, lagos e lagoas.

 

Pensar no uso sustentável desse recurso natural tem sido uma das grandes preocupações deste século, cuja solução pode estar na água de reuso, uma forma de evitar o desperdício e garantir o seu reaproveitamento.

 

A reutilização da água não é novidade

 

A água de reuso é aquela que foi utilizada no banho, na lavagem de roupa, de varandas, de carro, a que sobra nos processos industriais e que segundo alguns padrões estabelecidos estão aptas a serem utilizada novamente. Estas águas residuais são tratada nas ETEs (Estações de Tratamento de Esgoto). Após o tratamento de água, ela pode ser reutilizada direta ou indiretamente. Quando o uso é planejado, são realizados tratamentos e ela não é lançada no meio, mas transportada para o local onde será reutilizada, ou quando ela simplesmente é lançada de volta ao seu meio natural com ou sem tratamento.

 

Em grande parte dos casos, a água de reuso é recomendada para lavar carros, irrigar campos de cultivo e jardins, combater incêndios, limpar ruas e gerar energia, não sendo indicada para consumo. Lembrando que esta água não é potável, por isso não pode ser ingerida, mas pode ser aproveitada em qualquer atividade que não ofereça riscos à saúde. Quando a água é reutilizada, ela acaba deixando mais água potável disponível, o que melhora o problema de abastecimento.

 

Água de reuso potável? Será?

 

Pesquisadores enxergam na água de reuso a solução para a crise hídrica mundial. Para eles, é justamente a água que ninguém gosta de ver, aquela que corre escondida no subsolo pela canalização de esgoto, que pode ser transformada em potável – e a tecnologia para isso já existe. Partindo do princípio que a água deve ser julgada pela sua qualidade e não pelo seu histórico, uma vez totalmente limpa e livre de bactérias ela pode servir para matar a sede. Para se ter uma ideia, só sob a cidade de São Paulo haveria o suficiente para abastecer mais de 5 milhões de pessoas.

 

Projeto pode beneficiar 3,5 milhões de pessoas no Rio de Janeiro

 

De acordo com o IBGE, 31 milhões de brasileiros ainda não têm água tratada, mas ainda assim o desperdício é grande. No Rio de Janeiro, as quatro principais empresas do Distrito Industrial têm permissão para tirar do Rio Guandu mil litros de água por segundo. No entanto, para impedir que o mar avance salgando a água, é preciso então retirar mais água ainda, fazendo com que o rio corra com mais força impedindo o avanço do mar.

 

A proposta da Secretaria estadual de Meio Ambiente é que essas empresas construam uma adutora de 14 quilômetros de extensão para retirar a água que precisam da Cedae, a Companhia Estadual de Água e Esgoto. A água fornecida seria a que hoje é usada para limpar os filtros da tubulação e que depois é devolvida ao Rio Guandu, tratada, mas não reaproveitada. Com isso a água que hoje é usada para ”brigar” com o mar impedindo seu avanço seria usada para abastecer cerca de 3,5 milhões de pessoas, havendo uma economia de 11 mil litros de água por segundo.

 

Reuso planejado da água já é realidade em várias cidades

 

A ideia de utilizar a água de reuso já é realidade em várias cidades ao redor do mundo e no próprio Rio de Janeiro. O famoso balneário de Búzios, na Região dos Lagos, faz o esgoto passar por várias estações de tratamentos equipadas com membranas e filtros especiais até ficar completamente livre das impurezas e estar em condições de ser reutilizada. Nos Estados Unidos, a cidade de Las Vegas, em pleno deserto, utiliza o mesmo procedimento.

 

Em São Paulo já existe um tratamento que transforma a água marrom de parte do esgoto da cidade em água de reuso, transparente e inodora, mas ainda não potável. Ela percorre uma adutora de 19 quilômetros até o polo petroquímico do ABC, mas a ideia é que futuramente ela seja ainda mais limpa para abastecer as torneiras residenciais. Além da solução para o abastecimento, haveria também um impacto positivo no meio ambiente, já que com todo o esgoto transformado em água de reuso os rios também seriam naturalmente despoluídos.

 

Receita caseira para reuso da água

 

Mesmo que a água de reuso ainda não tenha chegado à sua torneira você pode fazer a sua própria, reaproveitando a água da máquina de lavar roupa, do chuveiro ou da louça. Há ideias bastante simples de serem executadas e podem significar uma grande economia, evitando o desperdício. Você pode fazer um reservatório de água com reuso, com:

 

  • 1 lata de lixo de 60 litros
  • 1 bombinha de máquina de lavar roupa
  • 1 falange de 1 polegada
  • 1 mangueira de borracha
  • 2 braçadeiras
  • 1 mangueira de máquina de lavar
  • 1 cabo de abajur (que já tem o interruptor no meio),
  • 4 tábuas de pinus de 45 cm x 20 cm
  • 4 rodízios

Como fazer:

 

Faça a base formando um quadrado com as tábuas e parafusando os rodízios. Prenda a lixeira na base de forma que você possa empurrar sem que ela saia da base, o que você pode fazer com alguns calços de madeira. Faça a conexão do motor com o fio elétrico e o conecte à lixeira com uma falange e conecte a mangueira da máquina de lavar. Proteja o motor da água com uma placa de EVA, o interruptor com plástico e seu reservatório está pronto para receber a água da máquina de lavar roupa, do banho ou da louça. Ao economizar água você estará também reduzindo sua conta da concessionária e colaborando para a proteção do meio ambiente. Afinal, ser sustentável é a moda mais legal dos últimos tempos.

 

 

Texto Cortesia de Elva Vieira, redatora, estrategista de Link Building e otimização de sites e blogs.

 

 

 

Reaproveitamento da Água

Reaproveitamento da Água

água

A água é suficiente para todos, independente das chuvas, desde que a gente use com muita responsabilidade. O Rio de Janeiro tem o maior consumo per capita do país, 329 litros por dia e ainda deperdiça mais de 30% do que trata, atacando nas duas frentes, certamente garantiremos água para todos.

Muito se fala de como podemos reduzir o consumo, acho que as medidas mais efetivas acabaram se tornando banais e com isso muitas vezes acabamos nos esquecendo de adotá-las no dia-a-dia, de qualquer forma, todos sabemos que temos que reduzir o tempo no banho, juntar roupas antes de lavá-las, usar balde para lavar o carro, não usar mangueiras para lavar calçadas, caixas acopladas com descarga de duplo fluxo etc.

Existem outras medidas que são menos óbvias e que fariam grande diferença, principalmente quando se trata de chuveiros a gás.

1- O tempo que demora em chegar a água quente ao chuveiro, a depender da distância do aquecedor, pode consumir até 10 litros de água, em uma residência de três pessoas, são 900 litros desperdiçados por mês. Multiplique pelas milhares de residências.

Sugestão: recolher essa água em baldes e utilizar nas descargas, para lavar quintal e varandas e ainda regar as plantas.

2- Regulagem do aquecedor, poucos atentam a esse detalhe, grande parte das pessoas têm aquecedores regulados para levar a água quente quase fervendo ao chuveiro e depois regula a temperatura com o uso da água fria. Aqui temos dois problemas, o primeiro é o consumo elevado de gás sendo que será necessário esfriar uma água que foi aquecida além do que precisava e segundo, será necessária uma vazão de água muito maior para garantir a temperatura ideal.

Sugestão: regular a chama do gás para que água chegue ao chuveiro na temperatura ideal.

3- Manutenção do aquecedor, qualquer tipo de falha no equipamento ou até mesmo a falta de pilhas fará com que a água não esquente e por consequência seja desperdiçada pelo ralo.

Sugestão: a manutenção periódica e a troca das pilhas garantirão não somente a redução do consumo como também a sua segurança em casa.

Outras medidas

Além da água limpa e potável que desperdiçamos, temos ainda outras águas que podem ser reaproveitadas, a principal e de maior volume é a água com sabão da máquina de lavar roupas, essa água pode ser coletada facilmente em recipientes para uso também nas descargas e para lavagem de áreas maiores, como áreas comuns, varandas, quintais etc.

Sistemas de coleta e armazenamento de água de chuva também são bem-vindos, mas dependem das chuvas que são inconstantes.

Essas são medidas simples que nos desafiam a mudar nossos hábitos, a combater o luxo que acreditamos que podemos ter, mas só conseguimos desperdiçar o que temos em abundância, o que não é o caso dos nossos recursos naturais, sobretudo, a água.

 

Renato Moreno Munhoz

renato@condominiosimples.com.br

21-97932-1878

Ser Sustentável, como começar?

Ser Sustentável, como começar?

 

 

Muitos síndicos se perguntam? Como posso começar a realizar ações de sustentabilidade no meu condomínio? Não tenho conhecimento técnico, o orçamento é apertado, o que posso fazer?

Talvez o começo seja um pouco mais fácil ou mais difícil para alguns, a depender de verba e outras características do prédio, mas não vamos desanimar, independente de qualquer situação, sempre é possível implementar algumas ações de sustentabilidade, sejam em maior ou menor graus.

Existem medidas que dependem dos moradores, algumas que só dependem de boa vontade e outras que precisa de um pouco de esforço mútuo.

Lembre-se que toda mudança de hábito só é possível com bons exemplos e honestidade, ou seja, faça sempre o que prometeu fazer e mostre os resultados.

 

O que é mais fácil e pode começar já?!

  • Troca das torneiras e válvulas de descarga dos banheiros das áreas comuns. Depende só do síndico.
  • Instalação de sensores de presença e troca das lâmpadas incandescentes por eletrônicas. Depende só do síndico.
  • Coleta seletiva. Depende de apoio dos moradores na separação dos materiais, o papel do síndico é garantir que o material separado tenha a destinação prometida, seja ela o catador, a cooperativa ou a venda.

 

A sugestão é começar de forma simples, se falta espaço para armazenar o material reciclável, faça inicialmente somente a coleta de latinhas, óleo e jornais, divulgue as conquistas em comunicados internos, a tendencia é crescer muito a adesão de moradores.

Além disso, outras ações podem ser tomadas, como desligar as lâmpadas que não estão em uso, fazer a revisão periódica dos painéis elétricos, evitar desperdícios de água na limpeza de cisternas, economizar material de limpeza, inspeção de vazamentos de água em apartamentos e áreas comuns etc.

Bom síndicos, mãos a obra, vamos fazer acontecer!

 

Renato Moreno Munhoz

renato@condominiosimples.com.br

Os Condomínios e o Racionamento de Energia Elétrica

Os Condomínios e o Racionamento de Energia Elétrica

 

carvão

 

Vendo sendo comentado na mídia nos últimos dias o risco que a falta de chuvas pode causar ao sistema elétrico, quando não chove, as usinas hidrelétricas ficam sem seu principal insumo, a água.

Parece um circulo vicioso, a falta de água obriga o governo a ativar as usinas térmicas para suprir as necessidades de energia elétrica das residências e empresas. O uso nas usinas térmicas, além de muito mais caro, emite gases do efeito estufa e geram além de energia, calor. Todos esses elementos contribuem para o aquecimento do planeta e consequentemente as mudanças climáticas, mais calor, menos chuvas etc. Voltando ao ponto inicial, onde o remédio pode estragar mais do que a doença.

E onde estamos nessa história? Somos os grandes consumidores de energia, não digo que devemos abdicar das conquistas modernas, ar condicionado, geladeira, iluminação, diversão, mas sim que utilizemos os recursos com eficiência.

Já foram postados aqui vários artigos sobre formas de se reduzir o consumo sem abrir mão do benefício, mudanças de procedimento, substituição de equipamentos por outros que consomem menos energia, desligar o que não está sendo utilizado e não superdimensionar as necessidades são apenas alguns exemplos.

O uso racional de energia não vai somente evitar um iminente racionamento, mas evitar a necessidade de mais usinas térmicas, evitar a necessidade por mais hidrelétricas, isso significa menos uso de gás, carvão, menos emissões de CO2, menos áreas alagadas, menos desmatamento, menos indígenas desapropriados.

Uma lâmpada ao ser apagada pode parecer algo insignificante se comparado ao universo de lâmpadas, mas um milhão de lâmpadas apagadas começam a fazer a diferença, faça você a diferença!

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Renato Munhoz

21-9432-2321

sindicoeasyway@gmail.com

www.sindicoprofissionalrj.wordpress.com

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