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A Sustentabilidade e o Circo

A Sustentabilidade e o Circo

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Na verdade podemos ser sustentáveis em qualquer meio em que estivermos inseridos, ontem foi o dia em que tive o prazer de palestrar para 40 alunos, professores e diretores da Escola Nacional de Circo.

Dando um enfoque fora do comum, assim como abordo a sustentabilidade nos condomínios, tentei mostrar aos alunos a importância da sustentabilidade, como fazem parte de um todo, seu papel influenciador e agentes do compartilhamento de conhecimento.

Mais do que isso, foi apresentado modelos e meios práticos de reduzir consumo e emissões com base em processos, procedimentos, cálculo de consumo, noções de eficiência energética e principalmente nas formas de aquisição de equipamentos, que por sua caraterística itinerante demanda novas soluções e muita criatividade.

 

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É claro que o básico também foi abordado como a criação da horta orgânica, coleta seletiva, reciclagem e reaproveitamento, assim como a importância de maior engajamento do poder público no incentivo a adoção de políticas de inclusão.

A apresentação contou com grande participação de todos o que transformou a palestra em um verdadeiro debate, com apresentação de dúvidas, ideias e sugestões que esperamos possam se transformar em iniciativas promissoras.

Termino esse post agradecendo a responsável pelo projeto de cidadania da Escola Nacional de Circo, a Sra. Liriana Carneiro pelo convite e me coloco sempre a disposição para ajudar as iniciativas a sairem do papel pois, afinal de contas, palavras influenciam mas são as ações que mudam o mundo.

Renato Moreno Munhoz

renato@condominiosimples.com.br

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CARNAVAL – Caia na folia de forma consciente

Caia na folia de forma consciente

 

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Pequenas atitudes podem garantir um carnaval alegre, seguro e socialmente responsável

Carnaval é tempo de alegria. Mas a irreverência, marca principal da festa, não é desculpa para se esquecer de algumas atitudes socialmente responsáveis. O consumo consciente não diz respeito apenas a atitudes com relação ao próximo e ao planeta. Cuidados com a saúde e com a segurança próprias também estão relacionados ao consumo consciente.

 

Abaixo algumas dicas para brincar muito – conscientemente.

 

  • Não deixe seu lixo por aí. Leve uma sacola ou mochila na qual você possa armazenar o lixo que produzir até conseguir uma lixeira para descartá-lo.
  • O Carnaval é marcado por uma verdadeira explosão de criatividade. Tanto no desfile das escolas de samba, passando pelos bailes carnavalescos e pelos blocos de rua, as cidades são tomadas por fantasias criativas e irreverentes. Mostre que você é mais criativo ainda. Utilize materiais biodegradáveis na confecção de sua fantasia.
  • Se for viajar de carro, vistorie seu carro. A medida pode trazer ganhos para seu bolso e para o meio ambiente, além de maior segurança nas estradas.
  • Brincadeiras com água, como molhar os foliões com mangueiras, é coisa de outros carnavais – literalmente. A estiagem é coisa séria, que não pode ser desconsiderada nem mesmo no Carnaval.
  • Tenha paciência. Afinal é Carnaval. Perca alguns minutos nas filas dos banheiros químicos. A sua cidade agradece.
  • Se for viajar, respeite o lugar que o acolhe, seja preservando a natureza e respeitando os costumes e a cultura locais.
  • Fique atento para não perder seus documentos. Leve apenas o básico, como carteira de identidade ou de motorista.
  • Cuide-se de si mesmo: prefira comidas leves, beba muita água e sucos e aproveite para se desligar dos problemas.

 

Resumindo: seja feliz!

 

Renato Moreno Munhoz

21-97932-1878

Redução de energia no condomínio em mais de 70%

Podemos reduzir o consumo de energia no condomínio em mais de 70%

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No último dia 21 de agosto foi o Dia da Habitação, dia em que todos os anos o Secovi Rio promove um grande evento para os síndicos. Esse ano o evento foi focado na sustentabilidade.

Fiquei imensamente feliz com a oportuna escolha do tema, nesse dia também houve o lançamento oficial do Blog Condomínios Verdes, iniciativa do Secovi Rio para difundir as boas práticas verdes para os condomínios residenciais.

Felicidade maior foi ter sido convidado para ser um dos palestrantes do dia, podendo mostrar uma parte de todas as ações tomadas com a intenção de reduzir o consumo de energia, o qual apresentei um caso real onde com ações simples a redução de energia foi de aproximadamente 70%, gerando economia anual de mais de R$ 60.000,00.

Medidas simples podem tornar o seu condomínio mais eficiente sem com isso reduzir os níveis de segurança e conforto dos moradores.

Segue link para download da apresentação: Dia da Habitação SECOVI redução custos

Essa e outras informações você encontra no Blog Condomínios Sustentáveis, canal de comunicação que mantenho desde 2011 como forma a difundir informações práticas para redução de consumo de água, energia elétrica, manutenções, coleta seletiva etc.

Renato Moreno Munhoz

21-7932-1878

renato@condominiosimples.com.br

A Aldeia Maracanã – Não Existe uma Alternativa aos Índios?

A Aldeia Maracanã

Nos últimos dias a mídia tem mostrado o impasse sobre a desapropriação do antigo Museu do Índio, ao lado do Estádio do Maracanã. Eu pessoalmente acho a Copa do Mundo no Brasil uma coisa muito legal, atrai investimentos, turistas, moderniza parte da cidade, mas e o custo social disso?

Sem querer entrar na dívida histórica com os indígenas desde o “descobrimento” (invasão) do Brasil, os governos deveriam se empenhar em preservar a cultura nativa do nosso país e não protagonizar mais um episódio de demonstração de poder e falta de sensibilidade.

Espaço para todos não falta, a recuperação do antigo casarão seria mais uma atração para os turistas e um sinal de respeito aos nativos de nosso país e uma melhora da nossa imagem no exterior.

Precisamos de mais lojas? Mais um shopping? Mais área de estacionamento? Não estamos na era da mobilidade urbana? Do incentivo ao uso de transporte coletivo e bicicletas? Estamos indo na contramão disso tudo.

Quem realmente ganha com a entrega desse patrimônio público à iniciativa privada?

A FIFA já manifestou que nunca exigiu a demolição do Museu do Índio, juntamente com o centro de atletismo, o complexo aquático e o Colégio Friedenreich. O que sobrou foi o desejo de destruição e o poder que subiu à cabeça de alguns.

Senhores prefeito e governador do Estado, realmente não existe uma alternativa aos índios?

Vamos tornar pública nossa insatisfação sobre esse triste episódio da nossa história.

 

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Renato Moreno Munhoz

21-9432-2321

www.sindicoprofissionalrj.wordpress.com

Apresentação do Condomínio no SECOVI-RIO

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Foi um prazer enorme poder ter feito a apresentação das ações de sustentabilidade e redução de custos na última segunda-feira para uma turma de formação de síndicos organizada pelo SECOVI-RIO, com aproximadamente 40 pessoas.

Lá pude apresentar o vídeo da reportagem feita pela TV Brasil e explicar em detalhes as ações práticas realizadas nas áreas de redução do consumo de energia elétrica, água, educação ambiental, coleta seletiva, decompositor, horta orgânica e ações de promoção da saúde e bem-estar.

Apresentei algumas das soluções criativas como a instalação da controladora digital para regular a temperatura da sala de câmeras e os substitutivos mais baratos e mais “verdes” aos produtos de limpeza.

Além disso foram dados exemplos de como poderíamos reduzir custos com a consolidação de contratos e gestão de consumo de produtos, como materiais de limpeza e elétricos.

Também houve a apresentação do caso de sucesso de outro síndico muito empenhado nas questões de redução de custos e finalizamos com uma rodada de discussão e perguntas dos “alunos”.

Agradeço ao SECOVI-RIO pela oportunidade de poder ajudar os síndicos a serem cada vez mais VERDES!

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Renato Moreno Munhoz 21-9432-2321

 sindicoeasyway@gmail.com

http://www.twitter.com/c_sustentaveis

O falso verde, artigo de Míriam Leitão

Esse texto, publicado na coluna de Míriam Leitão, em O Globo, faz uma reflexão sobre os problemas enfrentados pelo Brasil em diversos setores econômicos. Para podermos um dia imaginar um cenário de mais sustentabilidade, temos muito a fazer e muitas barreiras a superar, antes da conquista da tão discutida economia verde.

 

O falso verde, artigo de Míriam Leitão

 

 

Em tempos de construção de imagem verde para o mundo ver, o governo tem dito que está incluindo o econômico na questão ambiental. Não é verdade. Se incluísse, determinaria às montadoras o desenvolvimento de motores mais eficientes ao usar o álcool; os bancos públicos fariam exigências de respeito às leis ambientais na concessão dos empréstimos; os impostos seriam reduzidos para produtos e energia de fato sustentáveis.

O governo prepara pacotes de estímulo ao crescimento como se não houvesse ligação entre o econômico e o ambiental. Tudo é tratado em compartimentos estanques, com uma visão fraturada da realidade. Os temas não cruzam a Esplanada dos Ministérios, com raras exceções. Há muito tempo as mudanças climáticas uniram questões que, por andarem separadas, criaram para a humanidade o problema que temos agora.

Foram concedidos sucessivos benefícios às montadoras. Tantos, tão frequentes e tão extravagantes, que até o governo começou a ficar incomodado. E nos últimos dias tem ameaçado as montadoras caso elas não se comportem adequadamente. Quando lista o que pretende fazer é de arrepiar: quer controlar remessas de lucros, vigiar preços, exigir das empresas a abertura de suas contas e estrutura de custos.

Empresas de capital fechado não são obrigadas a abrir contas e estruturas de custos, se o governo fizer isso será uma violência. País de economia de mercado não pode impedir uma empresa de remeter lucros e dividendos para a matriz. Vigiar preços é uma velharia sem tamanho.

A indústria do biocombustível recebe elogios externos, como no último relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), por ser um dos pontos positivos do Brasil na transição para uma economia de baixo carbono. Nós aqui dentro sabemos que o programa está com conhecidas dificuldades. Algumas delas criadas pelo governo, que através do sistema tributário e de subsídios beneficia o combustível fóssil, no sentido exatamente oposto ao que deveria fazer.

Para corrigir essa política estranha teria que retirar os incentivos à gasolina. Isso elevaria a inflação, o que atrapalharia os planos de derrubar mais os juros para incentivar à retomada econômica. Preso na armadilha que ele mesmo criou, o governo prepara um pacote para ajudar o etanol como forma de compensar o setor.

Se os preparadores de pacotes e levantadores do PIB tivessem alguma noção dos dilemas ambientais e climáticos nos quais o mundo está mergulhado teriam unido as duas pontas e fariam um pacote de socorro às montadoras com exigências de motores mais eficientes quando rodados com etanol. Isso aumentaria a eficiência do álcool e eliminaria a desvantagem do combustível. É tecnologicamente possível, economicamente coerente e ambientalmente desejável. Por que não acontece? Porque o pensamento econômico no governo é velho. Prefere as exigências descabidas dos anos 80.

A área econômica do governo poderia aproveitar a Rio + 20 e atualizar o seu pensamento. Se o fizer, entenderá que a questão ambiental não é um apêndice, mas a lógica da política. Pode-se aumentar o crescimento econômico, a oferta de emprego e o investimento através dos incentivos à redução das emissões dos gases de efeito estufa.

Quem não entender a crise climática que o mundo vive não entenderá a economia dos próximos anos e décadas. Ao contrário de alguns slogans e expressões que são moda passageira na vida empresarial, a exigência de “sustentabilidade” veio para ficar. A palavra tem sido mal usada e pela repetição vai perdendo a força. Mas o conceito que ela expressa permanecerá conosco.

Como a “Folha de S. Paulo” publicou na sexta-feira, o governo transferiu às empresas, em forma de subsídio ao crédito, quase R$ 30 bilhões em três anos. No ano passado o Tesouro pagou juros em média de 12,83% e emprestou a 6%. Essa diferença é custo direto. O governo nunca divulgou o preço da diferença de taxas, mas foi obrigado agora pelo TCU. E isso é só uma parcela do subsídio dado às empresas porque não incluem as capitalizações e renúncias fiscais. Imagina se pelo menos uma parte dessa Bolsa Empresa fosse concedida com exigências de eficiência de energia e contrapartidas ambientais?

Políticas tributárias e creditícias são armas poderosas para induzir a economia em determinada direção. O governo poderia pensar em medidas como redução do IPI de placas solares e componentes; redução do custo fiscal de turbinas eólicas; incentivos aos modais de transporte, urbano e de carga, de baixo carbono; estímulo à formação de clusters da economia verde; exigência de contrapartida ambientais. Tudo isso é política industrial; mas na direção certa.

Às vésperas da Rio + 20, a área econômica avisa que vai beneficiar empresas verdes. Fez o oposto nos últimos anos: apostou em campeões nacionais sem ver a cor de suas práticas; concedeu empréstimo barato para termelétrica a carvão; subsidiou empresas que descumpriram legislação ambiental; deu estímulos para indústria de alto carbono e subsidiou o uso de combustível fóssil. O governo não deveria improvisar nesse tema. Quem entende do assunto não confunde maquiagem verde com transição para a economia de baixo carbono.

Apoiando a causa: Petição – Salve a Rio+20, Salve o Planeta

Mais de um milhão de pessoas pediram aos líderes mundiais que acabassem com os subsídios aos combustíveis fósseis na Rio+20 –uma medida óbvia que poderia reinvestir um trilhão de dólares em impostos, que atualmente são repassados para grandes empresas petrolíferas, em energia verde. Mas eles se recusaram a atender esse pedido, mesmo com o apoio da UE, os EUA e da maioria dos países do G20! As negociações terminam em 48 horas. Agora é a nossa chance de salvar a Conferência e o futuro do planeta.

 

A presidenta Dilma é a anfitriã do encontro e tem o poder de reabrir a discussão e exigir um cronograma para acabar com esses subsídios poluidores, mas ela está pensando em se esquivar com um texto vago apresentado por uma equipe de burocratas. Nós podemos impedir o Brasil de seguir por este triste caminho.

 

Dilma tem 2 dias para emergir como uma líder global nas discussões sobre mudanças climáticas. Assine esta petição urgente agora e encaminhe para todos – quando tivermos 500.000 assinaturas, a Avaaz irá entregá-la diretamente às mãos de Dilma e publicar um anúncio publicitário impactante no Financial Times:

 

http://www.avaaz.org/po/save_rio_save_the_planet/?bouijdb&v=15379

 

 

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