Archive for the ‘Uncategorized’ Category

A Síndica Sustentável – Condomínio Habitat

Habitat

Ações como a do Condomínio Habitat, onde a síndica Eliana Cordoni implementou tantas ações sustentáveis, mostra que é possível mudar desde que tenhamos vontade, é claro que enfrentamos dificuldades e resistências, mudanças geram medo nas pessoas, mas estamos em um caminho sem volta, ou nos enquadramos ou sofreremos ainda mais as conseqüências do que já estamos atualmente.

Convido a todos a se inspirarem no relato abaixo, pois é por iniciativas como essa que ainda luto e continuo acreditando que é possível ser diferente entre os iguais e influenciar pelo exemplo.

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O Condomínio Edifício Habitat é formado por 32 famílias, onde sempre houve a preocupação em reduzir nossas despesas. Há mais ou menos 10 anos instalamos o sistema de aquecimento solar para reduzir o consumo de gás (nosso aquecimento é central). Isso nos trouxe, com certeza, uma redução de no mínimo 50% em nossa conta de gás.

Entretanto, o gasto com a água era muito alto e em 2013 conseguimos aprovar o sistema de individualização da água, que reduziu nossa conta que girava em torno dos R$ 9.000,00 para algo em torno dos R$ 4.000,00. É evidente que trouxe um grande benefício para nós e muito mais para a natureza, pois deixamos pra traz muito desperdício de um bem tão precioso como é a água.

INDIVIDUALIZA AGUA

Agora em 2014 começamos a pensar como aproveitar melhor a água e criamos um sistema de captação da água de chuva e outro para a captação da água das lavanderias (tanque e máquina de lavar roupas). O reservatório da água de chuva é de 5.000 litros que serve para suprir as necessidades de reposição de água da piscina e regar plantas, o da lavanderia é de 3.000 litros que é utilizado para lavar as áreas de circulação, calçadas, garagens e também poderá ser usada para as plantas, porque construímos uma caixa de separação de resíduos e filtragem que possibilita usar nas plantas.

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Já demos início na construção da tubulação que poderá levar essa água de reuso das lavanderias (500 litros/h) para cima do prédio e ligar nas prumadas que atende as descargas dos banheiros (caixa acoplada), que trará uma boa economia, pois é dito que se gasta mais ou menos 16 litros de água cada vez que acionamos a descarga.

Também criamos uma horta que conta com diversas ervas tais como:- manjericão, salsão, salsinha e cebolinha, orégano, tomilho, alecrim, loro, pimenta, etc.

Entre as hortaliças temos:- alface, agrião, almeirão, catalônia, rúcula.

Também plantamos algumas frutíferas:- limão, mexerica, pitanga, romã, jabuticaba, maracujá e uva.

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Ambicionamos construir um sistema de geração de energia solar para contribuir no consumo de energia, mas isso ainda é um sonho!!!!

Síndica Eliana Cordoni

Ed. Habitat

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A Água – Temos Alternativa?

A Água – Temos Alternativa?

 

À parte a briga entre São Paulo e Rio de Janeiro sobre quem tem direito ao uso das águas de um rio federal, ambos têm seus motivos para apoiar ou ser contra a mais essa transposição, porém, isso deve servir para mais reflexões sobre a nossa relação com o meio ambiente e as consequências de nossos atos.

É claro que o problema foi amplamente amenizado na tentativa de encobrir a negligência nas ações que mitigariam a questão, pois a meteorologia era clara, é só conta de mais e menos. Campanhas precoces de economia de consumo, redução e melhor tratamento de esgoto e recomposição de matas ciliares certamente dão mais trabalho do que o simples extrativismo da água, trazendo-a de cada vez mais longe.

Sim, o governo é negligente e não fez a parte dele, grande novidade essa, mas o que nós, cidadãos, estamos fazendo com esse recurso tão precioso?

Utilizamos os recursos naturais hoje como nunca visto antes, e não me refiro somente a água, inclui-se energia elétrica, combustíveis fósseis e renováveis, minérios, pesca etc. Em um padrão de vida garantido por recursos aparentemente infinitos.

A guerra pela água pode ser considerada uma prévia do que pode acontecer em um futuro próximo quando os recursos realmente não forem suficientes para todos e que prevalecerá o mais forte, certamente aquele que nunca se preocupou com isso, herança da ganância e egoismo.

Todas as nossas ações, mesmo as pequenas, deixam marcas no planeta, elas podem ser maiores ou menores. Aquelas ações que ficam dentro do limite em que o meio ambiente é capaz de compensar nós chamamos de ações sustentáveis, mas o real sentido dessa palavra tem se deturpado e transformado em um instrumento mercantil, pois ao invés de termos equipamentos que consomem menos a fim de reduzir a necessidade de energia, produzimos e vendemos mais produtos que somados consumirão tanto quanto ou mais do que antes.

Vamos refletir no que podemos fazer no nosso dia-a-dia:

  1. Consumir menos água, as razões agora parecem obvias, além disso, cobrar a melhor gestão da água em seu estado e município, evitando desperdícios, vazamentos e o tratamento adequado do esgoto.
  2. Mudança de hábitos de consumo, comprar somente o que realmente precisa e em mercados próximos de casa, sem o uso de carro, preferencialmente produzidos na região onde vive, incentivando o uso de mão-de-obra local e reduzindo as emissões geradas no transporte. Ao evitarmos comprar um produto produzido, por exemplo, na China, além de abdicar de todos esses benefícios, ainda estamos adquirindo um produto de um país cuja matriz energética é o carvão, grande gerador de CO2, causador do efeito estufa e do aquecimento global.
  3. Priorizar transportes públicos ou alternativos, como a bicicleta.
  4. As bicicletas elétricas precisam ser recarregadas na tomada e a energia elétrica no Brasil gerada por usinas hidrelétricas é só supostamente limpa. Está se lembrando de Belo Monte? Aquela usina que todos foram contra por inundar florestas, desalojar índios, assinaram petições, artistas na TV etc.? A construção de todas as usinas hidrelétricas existentes foi da mesma forma, a diferença é que você não estava lá para reivindicar… Vamos gastar menos, troquem as lâmpadas  tirem aparelhos da tomada, comprem equipamentos certificados com selo de eficiência energética etc.
  5. Faça sua horta orgânica e colete água da chuva em tambores para regá-la, é fácil, barato e muito saudável.
  6. Por fim, reutilize, conserte o que está quebrado, não tome tudo como descartável.

 

Pense, reflita, faça a sua parte. Ações simples, menos impacto, garantia de vida às próximas gerações.

 

Renato Moreno Munhoz

97932-1878

Redução de energia no condomínio em mais de 70%

Podemos reduzir o consumo de energia no condomínio em mais de 70%

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No último dia 21 de agosto foi o Dia da Habitação, dia em que todos os anos o Secovi Rio promove um grande evento para os síndicos. Esse ano o evento foi focado na sustentabilidade.

Fiquei imensamente feliz com a oportuna escolha do tema, nesse dia também houve o lançamento oficial do Blog Condomínios Verdes, iniciativa do Secovi Rio para difundir as boas práticas verdes para os condomínios residenciais.

Felicidade maior foi ter sido convidado para ser um dos palestrantes do dia, podendo mostrar uma parte de todas as ações tomadas com a intenção de reduzir o consumo de energia, o qual apresentei um caso real onde com ações simples a redução de energia foi de aproximadamente 70%, gerando economia anual de mais de R$ 60.000,00.

Medidas simples podem tornar o seu condomínio mais eficiente sem com isso reduzir os níveis de segurança e conforto dos moradores.

Segue link para download da apresentação: Dia da Habitação SECOVI redução custos

Essa e outras informações você encontra no Blog Condomínios Sustentáveis, canal de comunicação que mantenho desde 2011 como forma a difundir informações práticas para redução de consumo de água, energia elétrica, manutenções, coleta seletiva etc.

Renato Moreno Munhoz

21-7932-1878

renato@condominiosimples.com.br

Ser Sustentável, como começar?

Ser Sustentável, como começar?

 

 

Muitos síndicos se perguntam? Como posso começar a realizar ações de sustentabilidade no meu condomínio? Não tenho conhecimento técnico, o orçamento é apertado, o que posso fazer?

Talvez o começo seja um pouco mais fácil ou mais difícil para alguns, a depender de verba e outras características do prédio, mas não vamos desanimar, independente de qualquer situação, sempre é possível implementar algumas ações de sustentabilidade, sejam em maior ou menor graus.

Existem medidas que dependem dos moradores, algumas que só dependem de boa vontade e outras que precisa de um pouco de esforço mútuo.

Lembre-se que toda mudança de hábito só é possível com bons exemplos e honestidade, ou seja, faça sempre o que prometeu fazer e mostre os resultados.

 

O que é mais fácil e pode começar já?!

  • Troca das torneiras e válvulas de descarga dos banheiros das áreas comuns. Depende só do síndico.
  • Instalação de sensores de presença e troca das lâmpadas incandescentes por eletrônicas. Depende só do síndico.
  • Coleta seletiva. Depende de apoio dos moradores na separação dos materiais, o papel do síndico é garantir que o material separado tenha a destinação prometida, seja ela o catador, a cooperativa ou a venda.

 

A sugestão é começar de forma simples, se falta espaço para armazenar o material reciclável, faça inicialmente somente a coleta de latinhas, óleo e jornais, divulgue as conquistas em comunicados internos, a tendencia é crescer muito a adesão de moradores.

Além disso, outras ações podem ser tomadas, como desligar as lâmpadas que não estão em uso, fazer a revisão periódica dos painéis elétricos, evitar desperdícios de água na limpeza de cisternas, economizar material de limpeza, inspeção de vazamentos de água em apartamentos e áreas comuns etc.

Bom síndicos, mãos a obra, vamos fazer acontecer!

 

Renato Moreno Munhoz

renato@condominiosimples.com.br

Nossa “política” de transportes urbanos

Nossa “política” de transportes urbanos

Como sempre nesse país a política de transporte tem beneficiado alguns grupos, e certamente não é o grupo de cidadãos que precisam se locomover pela cidade.

A priorização do transporte individual ao coletivo, com investimentos pífios  em soluções definitivas como trens e metrôs, transformou as ruas em pesadelos para motoristas e para quem depende de ônibus.

Opções são muitas, mas não basta incentivar o uso de bicicleta e meios de transporte em massa, tem que aumentar a quantidade e qualidade das ciclovias, aumentar consideravelmente a malha ferroviária e melhorar as condições dos trens metropolitanos em todo o país.

Ao invés disso, o governo abdica de impostos, que poderiam ser empregados com essas finalidades e para aqueles que nem com a redução do IPI podem comprar um carro, o resultado não poderia ser outro:

1. São despejados 300.000 carros novos nas ruas por mês.

2. Dos 5.500 municípios , podemos eliminar 2.500 que são deficitários. Podemos então inferir que os 3000 municípios restantes , EM MÉDIA SIMPLES , sem considerar população e renda per capita de cada um , recebem 100 veículos novos por mês .

3. Isto significa uma área de ruas , estacionamentos etc. de 1.250 m2 / mês , espaço necessário para acomodar os veículos vendidos.

Este aumento não foi verificado nas vias e estacionamentos.

O final é simples e triste : TODOS ENGARRAFADOS , ISTO É , TODOS TRABALHANDO COM PRODUTIVIDADE = A ZERO.

Bom, como todos podem verificar, sou o maior defensor do meio ambiente, mas não bastam plantar árvores, proteger a Amazônia, tem que se pensar em soluções amplas, que beneficiem também os habitantes das grandes cidades, para que esses também possam sentir a diferença, e não somente saber aquilo que leem no jornal.

Usem menos o carro, deem preferencia às caminhadas, bicicleta, fazer as compras próximo de casa com uso de carrinhos e ecobags. Se não fazem a parte deles, fazemos a nossa, o que não dá é justificar um erro com outro erro.

Dados enviados pelo colega João Marandino

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Renato Munhoz – 21-9432-2321

www.twitter.com/c_sustentaveis

https://condominiossustentaveis.wordpress.com

Redução de 58% no Consumo de Energia Elétrica

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Gostaria de compartilhar o sucesso obtido recentemente em relação ao consumo de energia elétrica do condomínio. A conta que todos os meses beirava os R$ 7.000,00 me incomodava muito, e isso era o gasto somente das áreas comuns do prédio.

Para descobrir quem era o principal gastador  foram analisados os funcionamentos dos elevadores, bombas de água e a iluminação e depois de verificados todos os possíveis grandes consumidores de energia, cheguei ao principal deles, a iluminação.

Tínhamos  mais de 120 luminárias com duas lâmpadas fluorescentes tubulares de 40W cada  ligadas 24 horas por dia, até mesmo em locais de baixa circulação e mais 80 luminárias ligadas somente a noite.

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