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As árvores cimentadas

As árvores cimentadas

Reprodução da foto: O Globo

 

Quando começa a primavera vem as primeiras chuvas “de verão” e com ela, o crescimento das plantas, flores, frutos e também as costumeiras quedas de árvores. Toda a época de chuva é a mesma situação – contagem de quantas árvores caíram nas ruas, provocando acidentes e até tragédias – o que as coloca injustamente como “problema” quando na verdade são solução.

 

Um dos principais fatores para essa questão urbana tem a origem em um ato aparentemente inofensivo ou até “higiênico”, a impermeabilização da base da árvore com cimento ou asfalto em volta da planta. Muitos proprietários costumam “estender” suas calçadas até lá, alegando que assim não faz “sujeira” (como se terra fosse isso) e fica mais bonito. Privando as raízes do contato com o ar, água das chuvas e nutrientes vindos de matéria orgânica, a chance da árvore adoecer e ficar susceptível a pragas é enorme e, consequentemente, de cair – inclusive sobre a casa ou carro do “cimentador”.

O feitiço volta para o feiticeiro.

 

Fica a dica –  Você pode ajudar muito o nosso meio ambiente e qualidade de vida  livrando nossas árvores de tanto concreto. Veja se as calçadas de sua rua estão assim.

 

 

Extraído do site Árvores de São Paulo: http://arvoresdesaopaulo.wordpress.com

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Curiosidades sobre a Água e seu Uso Racional

CURIOSIDADES SOBRE A ÁGUA E SEU USO RACIONAL

A ONU estima que, nos próximos 25 anos, dois em cada três habitantes do planeta vão enfrentar problemas no abastecimento de água limpa.

Principais causas: crescimento populacional, poluição das águas, desperdício na distribuição e no uso, e mudanças climáticas.

Do total de água existente no planeta, 97,6% é salgada e apenas 2,4% é doce. Setenta e nove por cento da água doce se concentra em geleiras, outros 21% estão nos lençóis freáticos e 0,04% em rios e lagos. Esta conta já ajuda a derrubar a noção de que aquela água que consumimos em casa é o bem natural mais abundante da Natureza.

80% da água doce no país estão na Amazônia, longe dos grandes centros.
A poluição das águas está comprometendo não apenas o ecossistema, como também a utilização para consumo humano. No Estado de São Paulo, metades das bacias hidrográficas se encontram em situação crítica ou de alerta quanto ao grau de utilização – ou seja, no máximo 50 % do volume de água podem ser aproveitados. Este dado consta do Relatório de Situação dos Recursos Hídricos no Estado de São Paulo, produzido no ano passado pelo governo estadual.

Falta de tratamento do esgoto: em São Paulo, estado mais rico do país, apenas um município – Itu – trata 100% de sua carga poluente. Em Recife (PE), apenas 17% da população tem saneamento básico.

O Brasil desperdiça o dobro da média dos outros países, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Presidência da República,. Em 1999, a água perdida em tubulações envelhecidas ou desviada por ligações clandestinas chegou a 38% da oferta total. Na região norte esta perda chegou a 52%.

Há 2.000 anos, a população mundial correspondia a 3% da população atual. Enquanto isso, a disponibilidade de água permanece a mesma.

A partir de 1950 o consumo de água, em todo o mundo, triplicou.
Para cada 1.000 litros de água utilizada pelo homem resultam 10.000 litros de água poluída (segundo dados da ONU, de 1993).

No Brasil, mais de 90% dos esgotos domésticos e cerca de 70% dos efluentes industriais não tratados são lançados nos corpos d’água.

O homem pode passar até 28 dias sem comer, mas apenas 3 dias sem água.

Gotejando, uma torneira chega a um desperdício de 46 litros por dia ou 1.380 litros por mês ou mais de um metro cúbico por mês. O que significa uma conta mais alta.

Desperdiçar um filete de água de mais ou menos 2 milímetros totaliza 4.140 litros num mês.
E um filete de 4 milímetros, 13.260 litros por mês de desperdício.

Um buraco de 2 milímetros no encanamento pode causar um desperdício de 3.200 litros por dia, isto é, mais de três caixas d’água.

Fontes: Folha de São Paulo; Greenpeace;

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Contribuição:

Leonardo Machado
Gerente Operacional
Re9 Instalações e Sistemas.
contato@re9instalacoes.com.br
http://www.re9instalacoes.com.br
(55 21) 3046-3107 // 7876-0068 // 113*105120

ANIMAÇÃO: “A REBELIÃO DAS ÁGUAS”

LANÇAMENTO DA ANIMAÇÃO: “A REBELIÃO DAS ÁGUAS”

Reinaldo Canto

Insumo fundamental para a sobrevivência humana, a água tem sido bastante maltratada por quem mais dela precisa. Apesar de tão importante é comum assistirmos cenas diárias de desperdício, contaminação e desrespeito.

 

Muita gente já sabe que esse bem tão precioso é escasso em várias partes do mundo e milhares de pessoas morrem no planeta em razão do consumo de água contaminada. Até mesmo aqui no Brasil, conhecido por deter 12% de toda a água potável disponível enfrenta sérios problemas para abastecer as nossas grandes cidades. A cada dia fica mais difícil levar, a seus milhões de habitantes, água tratada e de qualidade.

 

Diante desses fatos preocupantes, o cartunista Agê e o jornalista Reinaldo Canto uniram esforços para, por meio de um humor crítico, criar uma animação intitulada “Rebelião das Águas”.

http://envolverde.com.br/videos/videos-videos/a-rebeliao-das-aguas/

 

Nela, as gotinhas de água se revoltam contra as ações dos humanos e decidem fazer uma greve geral até que elas sejam tratadas com o devido carinho e respeito.

 

Como o objetivo do trabalho é chegar ao maior número de pessoas, a reprodução é livre. Divulgue!

Ahh, e antes que a rebelião das águas realmente se torne realidade, faça a sua parte e trate bem a água que você bebe e usa!!

 

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Reinaldo Canto
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Reúso da água

Reúso da água

Por Jonas Brito

Para compreender melhor a importância do reúso da água, basta ver que alguns analistas estimam que devido ao crescente aumento do consumo humano de recursos hídricos, os conflitos pela água se tornarão cada vez mais comuns no futuro próximo. Todos são unânimes em afirmar que se até há pouco tempo o petróleo foi a causa dos principais conflitos mundiais, a partir de agora tais conflitos serão motivados pela água. Ainda comparando com o petróleo, até há pouco tempo dizia-se que a água potável custaria tanto quanto a gasolina. Pois bem, refaçamos esta comparação hoje e vejamos quanto custa uma garrafinha (300ml) de água em comparação com o custo de um litro de gasolina.

Com o crescimento rápido da população nas cidades, rios responsáveis por seus abastecimentos estão cada vez mais saturados hidricamente, seja por altos volumes de captação, seja por excesso de esgotos despejados neles. Consequentemente, se vê cada vez maior o interesse da sociedade por questões ambientais, e não é diferente com a questão da falta de água. A população e boa parte dos empresários reconhecem a necessidade de maior eficiência no consumo deste bem, tão vital a todos. Neste contexto surgiu o conceito de reúso da água, que consiste basicamente em aproveitar o efluente de algum processo em algum outro, mediante ou não de algum tratamento. Quando há um tratamento, normalmente se recicla o efluente de algum processo pouco poluente para reusá-la em outro processo, que não exija altos padrões de qualidade. É possível, entretanto, que a qualidade do efluente de um processo atenda as necessidades de outro sem precisar tratá-lo.

O reúso de água começou no meio industrial, e seus sistemas ainda são distintos para cada atividade produtiva. Às vezes é preciso grandes volumes para resfriar uma estrutura, às vezes é preciso diluir algum efluente para que este não seja muito contaminante, colocando em risco o corpo hídrico receptor. E foi neste setor produtivo que surgiu a idéia de reúso da água. Com o crescimento das exigências ambientais por parte dos governos, as indústrias, principais consumidoras de água juntamente com a agricultura, se viram obrigadas a aumentar sua eficiência no consumo deste bem. Desta forma, puderam usufruir de grande economia, além de beneficiar o meio ambiente local.
Mas um importante setor da economia até pouco tempo estava de fora desta atividade tão benéfica aos corpos hídricos urbanos: o mercado imobiliário. Edifícios comerciais ou residenciais foram aos poucos reconhecendo que também poderia economizar com o uso racional da água que consumiam. As chamadas águas cinzas, que nada são além que efluente de chuveiros, lavabos, ralos de piso e máquinas de lavar, poderiam muito bem ser usadas para atender as descargas dos vasos sanitários mediante um tratamento simplificado. As empresas que construíam estações compactas de tratamento de esgoto para a indústria passaram a construí-las para condomínios e shopping centers. Como esses estabelecimentos tinham altos custos com água tratada, viram no reúso a possibilidade de economizar oferecendo água de qualidade inferior para os fins menos nobres. Dentro desses fins, além das descargas sanitárias, maiores vilãs no consumo de água em prédios residenciais, têm-se os fins ornamentais, como chafarizes, usos como vassoura hidráulica, rega de jardins, etc.

Quanto aos métodos de tratamento desses efluentes, pouco se mudou ao passar de uma escala industrial para uma escala doméstica. Atualmente seus processos são semelhantes ao tratamento dado a esgoto in natura das grandes cidades. Isso parece um tanto exagerado, quando a própria legislação permite que alguns efluentes, como por exemplo das máquinas de lavar, sejam reusados sem tratamento algum nas descargas de vasos sanitários. Como a demanda de água nas descargas é bastante superior à oferta de água das máquinas de lavar, preciso foi que se criasse um tratamento adequado que pudesse tratar também a água dos chuveiros e lavabos. Desta maneira, a oferta de água para reúso seria maior que a demanda nos fins não potáveis. Na prática, isso quer dizer que 100% da água utilizada nas descargas ou vassouras hidráulicas seriam de reúso. Isto representa uma redução de cerca de 30% no consumo de água, percentual que pode ser ainda maior na conta, visto que as principais distribuidoras de água tratada cobram mais por maiores volumes consumidos.

Pensando nisso, surgiu a ECCO Reuse, que criou e patenteou um sistema único que proporciona boa qualidade de efluente final e baixo custo operacional de tratamento de água para reúso e adequado ao uso residencial ou comercial. Ao contrário das atuais empresas que tratam água para reúso, os sistemas ECCO não reproduzem todas as etapas de uma estação de tratamento de esgoto, como reatores anaeróbios ou filtros biológicos aerados. A água tratada pelo sistema ECCO tem um tratamento físico, filtragem, seguido de um tratamento químico, cloração. Um é responsável por reduzir a turbidez e carga orgânica, enquanto o outro é responsável por desinfetar o efluente. As exigências de qualidade da água para reúso no Brasil são que a mesma seja clara, inodora e com um número de bactérias por litro não maior que os atuais padrões de balneabilidade. Visto de fora, pode parecer que os padrões exigidos são muito conservadores, uma vez que o contato que se tem com a água de reúso é muito menor que o contato ao se dar um mergulho numa praia, por exemplo.

Mas visto de dentro, e conhecendo o Brasil, sabe-se que é comum exigir padrões de qualidade superiores aos desejados, já que as fiscalizações nesse campo ainda são raras. Por este ponto de vista, é natural que se exija muito, para evitar que construtoras comecem a aplicar o reúso sem intermediação de um tratamento adequado, ou mesmo o reúso direto, sem qualquer espécie de tratamento. O não tratamento do efluente, ou um mal tratamento, pode gerar mau cheiro nos banheiros, aspecto turvo e desagradável, sem falar no risco de contaminação de funcionários que a utilizem mais diretamente como nas vassouras hidráulicas. Por isso, é de suma importância para o Brasil a divulgação de métodos adequados ao reúso doméstico e para o mercado imobiliário, assim como atentar-se para o atendimento da legislação vigente no que se refere à qualidade de água de reúso.

Jonas Brito
Mestre em Engenharia Civil, Recursos Hídricos e saneamento pela UFRJ, engenheiro civil pela UFRJ
Tel.: (21)3437-3636
http://www.eccoreuse.com.br

Educação Ambiental em condomínios

Educação Ambiental em condomínios

Por Aline Cristina Arruda

www.liarruda.wordpress.com

Moramos em uma cidade com 18 milhões de habitantes, uma das maiores metrópoles do mundo responsável por 33,9% do PIB Brasileiro, o maior centro comercial da América Latina.

A cidade de São Paulo, como a maioria das cidades brasileiras, cresceu sem planejamento e o tempo é algo precioso nessa cidade que não pára. Pensando em ações simples e rápidas para condomínios sustentáveis, pequenas ações para fazer a diferença.

Agir sustentavelmente é algo necessário para o desenvolvimento das cidades e do Planeta. O lixo é uma das maiores questões e pode ser reduzido com atitudes como coleta seletiva, minhocários. Atitudes como economia de energia e água e principalmente, o consumo são grande aliadas da sustentabilidade.

Falaremos de algumas ações que podem ser executadas por qualquer pessoa em qualquer moradia (casa, apartamento):

1.Coleta Seletiva: A coleta seletiva já faz parte da rotina de 59% da população paulista. A separação de reciclagem e não reciclável já faz parte da rotina de muitos paulistas. Algumas dúvidas sempre surgem, sendo abaixo segue uma tabela do Instituto Akatu esclarecendo o que recicla e o que não recicla.

Faço duas ressalvas a tabela acima. A primeira é em relação ao lixo eletrônico e lâmpadas. Ambos têm uma destinação diferente. Para a correta destinação do lixo eletrônico, verifique no site: http://www.e-lixo.org/. Tem um mapa de São Paulo com os locais de coleta. Vale ressaltar aqui que o descarte incorreto desses materiais pode ocasionar a poluição do solo, águas, etc.

Já as lâmpadas, o Supermercado Pão de Açúcar possui ponto de coleta. Lâmpadas, assim como eletrônicos são prejudiciais ao Meio Ambiente se descartada incorretamente.

Mais informações sobre o descarte de lixo doméstico: http://oquefazercomolixo-thi.blogspot.com/

A segunda é sobre o isopor. Isopor é reciclável e deve ser acondicionado junto com o plástico. Já temos empresas no mercado especializadas em reciclagem de isopor.

2.Minhocários: trata-se de caixas com minhocas, terra e húmus na qual se despeja o lixo orgânico e cobre com folhas secas. As minhocas realizam a decomposição dos resíduos e como resultado tem-se o chorume que é um excelente fertilizante para as plantas. Não tem cheiro nenhum. Moro em um apartamento e tenho o meu minhocário. Meu lixo reduziu consideravelmente.

A Morada da Floresta vende o minhocário pronto, e entrega em casa com manual de instrução e tudo. É só começar a usar: http://www.moradadafloresta.org.br/produtos-principal/minhocarios-domesticos

3.Economia de Energia e Água: diminuir o tempo de banho, desligar a torneira ao lavar a louça e ligar para enxaguar, evitar deixar as luzes ligadas durante o dia, os eletrodomésticos na tomada quando não estiverem em uso, são algumas atitudes que podem fazer a diferença.

4.Redução do Consumo: resíduo bom é resíduo não gerado. Pensar na hora de consumir, priorizar produtos que tenham menos embalagens, pensar antes de consumir, dar preferência a alimentos orgânicos (que além de sustentáveis por não usarem agrotóxicos e não poluírem o solo e o lençol freático, fazem muito bem a saúde), fazer compras em comércio próximos à sua residência valorizando o comércio local, usar mais transportes públicos e menos carro, etc. O Instituto Akatu tem diversas dicas relacionadas a Consumo Consciente até um manual. Moda já é sustentável, usam-se tecidos sustentáveis e resíduos de plástico e papel.

Mais informações: http://www.akatu.org.br/

Elevadores são ótimos lugares para folhetos informativos sobre reciclagem, composteiras, economia de energia e água. Se o seu condomínio tiver um jornalzinho vale a pena escrever sobre atitudes sustentáveis.

Educação Ambiental não é restrita a escola, a cursos, mas uma conversar com os amigos, com a família, ensinar seus filhos de uma forma divertida, explicar para as crianças a importância de cuidar das suas coisas, da casa, do bairro, da cidade e do mundo. Somos multiplicadores de opinião, idéias, valores.

Eu tento não ser a eco chata que sempre fica falando de meio ambiente, mas sempre que posso passo algum conhecimento para meus amigos, sobrinhos e família. Usar as redes sociais, os meios de comunicação (emails, jornais do condomínio) para educar.

E sem nunca esquecer das eleições, de conhecer os candidatos e seus planos de governo, e não só os cargos executivos mais os legislativos (Deputados e Senadores), pois são eles que criam e votam as nossas leis.

Eu acredito nas leis para solucionar problemas em curto prazo e Educação em longo prazo. Qualquer pessoa pode começar a qualquer momento. E não podemos deixar de cobrar ações de nossos governantes. De um em um, só em São Paulo somos 18 milhões.

Contribua você também com artigos, ideias e sugestões!

Condomínios Sustentáveis

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Twitter: @c_sustentaveis

Campanha pelo desperdício ZERO de água na limpeza de cisternas e reservatórios

Pela lei nº 1893 de 20 de novembro de 1991, no Rio de Janeiro ficam obrigados os responsáveis pelos estabelecimentos que possuem reservatórios de água destinada ao consumo humano a manter os padrões de potabilidade vigentes. A recomendação é para que seja feita a limpeza desses reservatórios pelo menos a cada 6 meses.

Para sabermos se o atual processo de limpeza no seu prédio ou condomínio é o ideal, precisamos refletir sobre alguns pontos:

  • Você sabe como é feita a limpeza dos reservatórios de água do seu condomínio?
  • Você tem um procedimento bem definido das atividades envolvidas na limpeza dos reservatórios?
  • Acompanha ou mantém um funcionário verificando o cumprimento do procedimento com a contratada?
  • Sabe quantos litros de água perde durante os procedimentos de limpeza das cisternas e caixas superiores?

Se você respondeu não à qualquer uma das perguntas acima pode ser que existam desperdícios de água e tempo, isso ocorre quando a contratada descarta a água que sobrou nos reservatórios para iniciar e agilizar a limpeza das mesmas ou não sabe a sequência das atividades a serem executadas. Infelizmente é uma prática corriqueira e que pode ser corrigida com mudanças simples, técnicas e de procedimento.

Principais problemas

É claro que não existe uma receita de bolo, pois cada condomínio tem as suas particularidades, portanto, seguem enumeradas  algumas das possíveis falhas que devem ser verificadas e corrigidas.

1 – Comprimento da tubulação na cisterna

Parece irrelevante o comprimento da tubulação dendro da cisterna, mas se ela fica próxima ao fundo é possível retirar o máximo de água. Quanto menos água ficar na cisterna menor será o reservatório adicional necessário para armazenar essa água para posterior reposição.

Exemplo: Para uma cisterna de 50 metros quadrados, cada centímetro equivale a 500 litros, portanto, se a tubulação está a 30 centímetros do fundo, são 15.000 litros de água, se fossem 10 centímetros, apenas 5.000 litros.

Algumas cisternas mais novas possuem rebaixos que permitem que a tubulação fique abaixo do fundo, na maioria das cisternas que não possuem o artificio é possível execução de obra para correção.

2 – Caixas Superiores

Será inevitável que os apartamentos fiquem sem água por algum tempo, pois a caixa terá que estar completamente vazia para ser limpa. A água remanescente na caixa no início da limpeza poderá ser bombeada para a cisterna inferior ou ainda para reservatórios auxiliares.

3 – Remanejamento da água

Existem inúmeras formas de se fazer isso, dependendo das instalações do prédio e do espaço disponível, existem prédios com duas caixas onde se pode remanejar a água entre essas caixas durante a limpeza, em outros casos, pode-se utilizar caixa extra ou até uma piscina para armazenamento e posterior reposição. Para os condomínios que fazem a captação da água de chuva, pode-se direcionar a água para esse tanque. Como dito, são muitas as maneiras e precisamos avaliar qual delas é a mais simples e barata.

4 – Falta de planejamento

Planejamento

A depender das características, a ordem da limpeza pode ser alterada e algumas atividades podem ser realizadas simultaneamente, cabe verificar e até mesmo alterar algumas características em relação ao armazenamento e caminho da água, a fim de, melhorar e dar maior agilidade ao processo.

O procedimento completo deverá estar descrito em um documento a partir dos itens abaixo, isso visa evitar o descarte de água potável  bem como realizar um trabalho eficiente.

As etapas estão fora de ordem e podem haver outras, algumas dessas podem não entrar no seu planejamento, cabe sequenciá-las, definir quais podem ser executadas em paralelo, definir o responsável pela execução e a hora prevista para início e fim de cada atividade.

  • Fechamento da válvula da água que vem da concessionária
  • Esvaziamento da cisterna
  • Esvaziamento da(s) caixa(s) de água
  • Desligamento das bombas
  • Desligamento dos sistemas de pressurização
  • Fechamento das válvulas das colunas de água
  • Bombeamento da água para reservatório extra
  • Retornar a água ao reservatório principal
  • Serviços gerais de melhoria que só poderão ser realizados durante a limpeza

Conclusão

O planejamento correto e o acompanhamento da execução são fundamentais no processo, isso garantirá que tudo será feito dentro das melhores práticas possíveis, de forma sustentável e rápida, evitando aborrecimentos a todos.

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Aquecedores de água à gás – O problema não é só do morador

Aquecedores de água à gás

Muitos aspectos podem ser abordados sobre os aquecedores, podemos tratar o consumo de gás, de água, descarte apropriado de materiais e segurança e por isso também deve ser uma preocupação do administrador do condomínio, além dos moradores.

O primeiro passo é a escolha de um equipamento classificado como de eficiência enérgética tipo A e contratar a instalação de um profissional capacitado, que garantirá o seu bom funcionamento e a segurança. Isso é o básico para qualquer aquecedor, existem diversos tipos no mercado, com diferentes caracteristicas e formas de acionamento.

Local de instalação

Em condomínios novos ou durante obras, quando possível é interessante a instalação dos aquecedores em local próximo de onde será o uso (chuveiro ou torneira), a água fria que está no cano e o tempo para aquecer provoca perda da água fria, além do fato de haverem perdas de calor durante o trajeto da água. Essa água pode ser coletada em baldes ou bombonas para rega de plantas ou despejo no vaso sanitário, a perda pode chegar de 10 a 15 litros por banho, em um grande condomínio isso se transforma em milhares de litros, no caso do meu condomínio são mais de 1.500 litros de água totalmente limpa perdidos todos os dias.

Existe no mercado um aquecedor para chuveiros adequado para banheiros com ótima circulação de ar, este elimina perdas de calor e por estar conectado direto ao chuveiro não desperdiça a água fria presente no cano.

Quase todos os problemas vêem depois da instalação do equipamento, que é a correta regulagem e manutenção, e é por isso que a revisão deve ser lembrada, cobrada ou contratada pelo condomínio e ocorrer de forma periódica.

Itens que devem ser verificados

  • Vazão da água – não coloque a vazão da água no máximo, sempre sairá mais água do que necessita, gerando desperdício.
  • Controle da chama dos queimadores – a regulagem muito alta da chama pode causar o desperdício tanto de gás quanto de água.

Imagine que o seu aquecedor aquece a água a uma temperatura superior aquela que você suporta, para isso você tem duas alternativas pouco sustentáveis, a primeira aumentar o fluxo da água com consequente redução da temperatura, mas com aumento de consumo de água, a segunda opção seria ligar a água fria, que misturada à quente a resfriaria, nesse caso você já gastou gás para aquece-la e depois teve que resfriá-la.

A solução é controlar a vazão do gás no registro, de modo a garantir que a quantidade de água seja suficiente e que a temperatura esteja ideal.

Hoje já existem aquecedores com sensores de temperatura que controlam a da chama e entregam a água na temperatura ideal, é o mais recomendado para quem pode gastar um pouco a mais.

  • Pilhas – grande parte dos aquecedores funcionam com pilhas, aqui estão dois problemas, o primeiro é a falta de troca periódica, as pilhas velhas retardam o acionamento da chama enquanto a água continua a correr, a demora no aquecimento da água gera desperdícios principalmente nos banhos. Nesse caso recomendo a troca das pilhas e o uso de pilhas alcalinas com maior capacidade e tempo de uso.

Descarte – Lembro que as pilhas NUNCA devem ser jogadas no lixo comum, elas possuem metais pesados altamente poluentes. Alguns lugares recolhem e reciclam as pilhas e baterias usadas, um exemplo é o Banco Santander.

Resumo de recomendações

  • Compra de equipamento eficiente
  • Instalação segura e em local próximo ao uso
  • Controle da vazão de gás e água
  • Troca periódica e descarte adequado das pilhas

 

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