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A Sustentabilidade e o Circo

A Sustentabilidade e o Circo

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Na verdade podemos ser sustentáveis em qualquer meio em que estivermos inseridos, ontem foi o dia em que tive o prazer de palestrar para 40 alunos, professores e diretores da Escola Nacional de Circo.

Dando um enfoque fora do comum, assim como abordo a sustentabilidade nos condomínios, tentei mostrar aos alunos a importância da sustentabilidade, como fazem parte de um todo, seu papel influenciador e agentes do compartilhamento de conhecimento.

Mais do que isso, foi apresentado modelos e meios práticos de reduzir consumo e emissões com base em processos, procedimentos, cálculo de consumo, noções de eficiência energética e principalmente nas formas de aquisição de equipamentos, que por sua caraterística itinerante demanda novas soluções e muita criatividade.

 

circo

 

É claro que o básico também foi abordado como a criação da horta orgânica, coleta seletiva, reciclagem e reaproveitamento, assim como a importância de maior engajamento do poder público no incentivo a adoção de políticas de inclusão.

A apresentação contou com grande participação de todos o que transformou a palestra em um verdadeiro debate, com apresentação de dúvidas, ideias e sugestões que esperamos possam se transformar em iniciativas promissoras.

Termino esse post agradecendo a responsável pelo projeto de cidadania da Escola Nacional de Circo, a Sra. Liriana Carneiro pelo convite e me coloco sempre a disposição para ajudar as iniciativas a sairem do papel pois, afinal de contas, palavras influenciam mas são as ações que mudam o mundo.

Renato Moreno Munhoz

renato@condominiosimples.com.br

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Sociedade de Consumo

Sociedade de Consumo

Nunca os apelos de consumo foram tão explícitos como hoje, o padrão de vida americano e europeu tem invadido os países emergentes, muito produtor para pouco mercado, eis o motivo da necessidade de expandir mercados e tentar criar demandas até pouco tempo inexistentes.

Não somos mais capazes de viver sem celular, sem computador, sem o tênis de marca, e mesmo assim ele estará obsoleto em poucos meses e quem vai querer ficar para trás? Ter um produto ultrapassado enquanto todos os seus amigos têm aquele que acabou de ser lançado.

Estamos nos tornando escravos de um estilo de vida insustentável, de consumo exagerado por produtos que nos dizem que precisamos, e o pior, na maioria das vezes acreditamos nisso.

Há alguns anos nossos filhos não precisavam mais do que uma Conga ou Kixute, brincadeiras de rua, pipa e pião; hoje é o tênis de marca, tablet, celular, agenda, Galinha Pintadinha… Será que estamos nos tornando mais felizes na medida que compramos mais? Temos mais ao tempo que nos empobrecemos, financeiramente e espiritualmente.

Recentes pesquisas comprovam, o nível de felicidade dos países mais ricos e consumistas não é maior do que dos países pobres e emergentes, mostrando não haver relação direta entre consumo e felicidade.

A verdade é que o nosso consumo é somente mais uma tentativa de preencher vazios interiores, alguns bebem, outros acham que uma conta bancária recheada trará a almejada felicidade, outros em ter carros, fazer viagens, estabilidade no emprego etc. No final, quando alcançaram seu objetivo material, percebem que se sentem exatamente como antes, humanos.

Eu, particularmente, não sou uma pessoa que prega o total desprendimento dos bens materiais, abdicar das nossas conquistas, nossos confortos, eu tenho meu tablet, meu celular, meu carro, porém acredito que existe um limite e um equilíbrio entre o desejo doentio e a necessidade real.

Vamos nos lembrar que para satisfazer nossos desejos, sempre há alguém que ganha e quem perde. Quem ganha? As grandes empresas do primeiro mundo e os governos dos países com mão-de-obra barata. E quem Perde? A mão-de-obra barata, o meio ambiente (extração indiscriminada de matérias primas, matriz energética a base de carvão, emissões de CO2, uso da água para fins não nobres, poluição do solo e água, geração exagerada de resíduos), Eu e Você, que nunca teremos o “último” modelo por mais do que alguns meses.

O texto é curtinho, serve apenas de reflexão, de que lado você está? Da consciência, do usurpador ou do manipulado? Não se sinta infeliz por se sentir manipulado ou por não ter, busque dentro de si o que lhe preencha o vazio que sente e seja plenamente feliz!

Renato Moreno Munhoz

renato@condominiosimples.com.br

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