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Dia Mundial do Meio Ambiente

Dia Mundial do Meio Ambiente

 

Essa é uma data que serve mais para a reflexão do que para comemoração, estamos revertendo o processo que levou a tona toda essa discussão? Ou ainda soa tudo como modismo e que nossa missão é  simplesmente jogar nosso lixo na lixeira colorida correta?

Está na hora de incorporarmos no nosso dia-a-dia atitudes que realmente façam a diferença, e não somente uma meia dúzia de cidadãos, mas a grande massa. Parece que o que fazemos é pouco e muitas vezes deixamos de fazer pelo mínimo impacto aparente, mas sensíveis quando somados aos milhões de domicílios com as mesmas atitudes.

Cada quilowatt economizado, seja por um banho de 1 minuto a menos, um carregador de celular retirado da tomada, uma lâmpada apagada, reflete em centavos de economia individual, porém se multiplicados, poderíamos poupar o despejo dos índios de Belo Monte, desativar as usinas nucleares e ainda evitar a necessidade de ativar as termelétricas, caras e poluentes.

O mesmo se aplica ao lixo gerado e ao desperdício, estudos dizem que as famílias brasileiras desperdiçam aproximadamente 20% dos alimentos comprados, isso não significa somente que muitas pessoas poderiam ser alimentadas, mas também que foram necessários 20% mais caminhões para transportá-los, gerando engarrafamentos, 20% a mais de poluição, 20% a mais de consumo de derivados de petróleo e o produto possivelmente 20% mais caro.

Precisamos ter uma visão abrangente e entender que qualquer pequeno gesto, quando adotado pelo coletivo, gerará resultados surpreendentes.

Eu sou um grande defensor de que o Estado deve tomar ações mais rígidas em relação geral ao Meio Ambiente, com leis e incentivos fiscais para a manutenção de áreas verdes, margens de rios, coleta seletiva, controle de emissões de poluentes no ar e água, políticas inclusivas de valorização de cooperativas e catadores e principalmente nos prédios, condomínios residenciais e comerciais, onde os ganhos serão realmente expressivos.

Hoje a Comlurb anunciou que aumentará a coleta de materiais recicláveis no Rio de Janeiro para 5% com a inclusão de novos caminhões, mas será que existe infraestrutura para realizar a separação desse material? E também que pretende chegar a 25% até 2016. Medida louvável, mas difícil de acreditar que esses números sejam alcançados de forma plena, garantindo a destinação correta e reaproveitamento de todo esse material. Também não ficou claro se nessa conta entram as ações das cooperativas e catadores. Agora é esperar para ver…

Cada um de nós pode ajudar, fale com o seu síndico, seu vizinho, seu amigo, crie comissões de sustentabilidade no seu condomínio, rua ou bairro. As informações que temos já são mais do que suficientes, basta vontade e arregaçar as mangas. 

Tem uma ação em andamento em sua comunidade? O Blog Condomínios Sustentáveis terá o prazer de divulgar as iniciativas e estimular a adesão de mais e mais pessoas à nossa causa.

Feliz Dia do Meio Ambiente!

Renato Munhoz

renato@condominiosimples.com.br

 

 

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Pense Global, aja localmente

Pense Global, aja localmente


Parece que as nossas pequenas ações nada mudarão a nossa relação com a sustentabilidade, mas como diz o ditado: “de grão em grão que a galinha enche o papo”; podemos sim fazer a diferença.

Certamente algumas dessas ações não terão efeito sentido no local onde você mora, mas por exemplo, a redução do consumo de energia elétrica, por menor que seja, se for adotado por muitos poderá se refletir em ganhos enormes.

As cidades estão consumindo mais energia do que nunca, é o custo da comodidade, podemos nos damos à esse luxo e muita coisa pode ser feita para minimizar esse impacto, algumas extremamente simples, sem comprometer o conforto.

O aumento do consumo nos faz ir atrás de cada vez mais fontes de energia, sejam limpas ou as teoricamente limpas como as hidreletricas, que dependem de desmatamento e alagamento de áreas.

 

Nesse ritmo precisaremos de quantas novas Belo Monte?

 

Pensando nisso, e tentando minimizar a nossa pegada no planeta, elaborei um conjunto de ações simples que podem parecer clichê, mas que se adotados em sua maior parte pela maioria das pessoas, poderemos começar a sentir algum efeito direto nas nossas vidas.

 

Dicas simples:

 

1. Valorize a luz natural, mantenha suas cortinas abertas.

2. Pinte as paredes de casa com cores claras e ecológicas.

 


3. Dê preferencia a comprar produtos fabricados e comercializados próximos de sua residência, nada contra os chineses, mas seus produtos são produzidos com matriz energética à base de carvão e o transporte emite toneladas de CO2.

 

4. Retire aparelhos e carregadores das tomadas quando não estiverem em uso.

5. Reduza o brilho do monitor do computador.

 


6. Evite o uso de lâmpadas incandescentes, prefira lâmpadas fluorescentes e de LED, compre lâmpadas de boa qualidade, lâmpadas muito baratas têm normalmente vida útil menor.

 

7. Use menos o carro, prefira a bicicleta, caminhadas e fazer compras nos mercados próximos, com uso de carrinhos e ecobags.

 

8. Faça uma pequena horta de temperos e ervas, dá vida à casa e produtos de qualidade garantida. http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/casa/conteudo_411077.shtml

 


9. Plante uma árvore, ahh não tem espaço e nem tempo? A SOS Mata Atlântica pode fazer isso por você através do www.clickarvore.com.br

 

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Renato Moreno Munhoz – 21-9432-2321

sindicoeasyway@gmail.com

http://www.twitter.com/c_sustentaveis

Curiosidades sobre a Água e seu Uso Racional

CURIOSIDADES SOBRE A ÁGUA E SEU USO RACIONAL

A ONU estima que, nos próximos 25 anos, dois em cada três habitantes do planeta vão enfrentar problemas no abastecimento de água limpa.

Principais causas: crescimento populacional, poluição das águas, desperdício na distribuição e no uso, e mudanças climáticas.

Do total de água existente no planeta, 97,6% é salgada e apenas 2,4% é doce. Setenta e nove por cento da água doce se concentra em geleiras, outros 21% estão nos lençóis freáticos e 0,04% em rios e lagos. Esta conta já ajuda a derrubar a noção de que aquela água que consumimos em casa é o bem natural mais abundante da Natureza.

80% da água doce no país estão na Amazônia, longe dos grandes centros.
A poluição das águas está comprometendo não apenas o ecossistema, como também a utilização para consumo humano. No Estado de São Paulo, metades das bacias hidrográficas se encontram em situação crítica ou de alerta quanto ao grau de utilização – ou seja, no máximo 50 % do volume de água podem ser aproveitados. Este dado consta do Relatório de Situação dos Recursos Hídricos no Estado de São Paulo, produzido no ano passado pelo governo estadual.

Falta de tratamento do esgoto: em São Paulo, estado mais rico do país, apenas um município – Itu – trata 100% de sua carga poluente. Em Recife (PE), apenas 17% da população tem saneamento básico.

O Brasil desperdiça o dobro da média dos outros países, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Presidência da República,. Em 1999, a água perdida em tubulações envelhecidas ou desviada por ligações clandestinas chegou a 38% da oferta total. Na região norte esta perda chegou a 52%.

Há 2.000 anos, a população mundial correspondia a 3% da população atual. Enquanto isso, a disponibilidade de água permanece a mesma.

A partir de 1950 o consumo de água, em todo o mundo, triplicou.
Para cada 1.000 litros de água utilizada pelo homem resultam 10.000 litros de água poluída (segundo dados da ONU, de 1993).

No Brasil, mais de 90% dos esgotos domésticos e cerca de 70% dos efluentes industriais não tratados são lançados nos corpos d’água.

O homem pode passar até 28 dias sem comer, mas apenas 3 dias sem água.

Gotejando, uma torneira chega a um desperdício de 46 litros por dia ou 1.380 litros por mês ou mais de um metro cúbico por mês. O que significa uma conta mais alta.

Desperdiçar um filete de água de mais ou menos 2 milímetros totaliza 4.140 litros num mês.
E um filete de 4 milímetros, 13.260 litros por mês de desperdício.

Um buraco de 2 milímetros no encanamento pode causar um desperdício de 3.200 litros por dia, isto é, mais de três caixas d’água.

Fontes: Folha de São Paulo; Greenpeace;

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Contribuição:

Leonardo Machado
Gerente Operacional
Re9 Instalações e Sistemas.
contato@re9instalacoes.com.br
http://www.re9instalacoes.com.br
(55 21) 3046-3107 // 7876-0068 // 113*105120

Campanha pelo desperdício ZERO de água na limpeza de cisternas e reservatórios

Pela lei nº 1893 de 20 de novembro de 1991, no Rio de Janeiro ficam obrigados os responsáveis pelos estabelecimentos que possuem reservatórios de água destinada ao consumo humano a manter os padrões de potabilidade vigentes. A recomendação é para que seja feita a limpeza desses reservatórios pelo menos a cada 6 meses.

Para sabermos se o atual processo de limpeza no seu prédio ou condomínio é o ideal, precisamos refletir sobre alguns pontos:

  • Você sabe como é feita a limpeza dos reservatórios de água do seu condomínio?
  • Você tem um procedimento bem definido das atividades envolvidas na limpeza dos reservatórios?
  • Acompanha ou mantém um funcionário verificando o cumprimento do procedimento com a contratada?
  • Sabe quantos litros de água perde durante os procedimentos de limpeza das cisternas e caixas superiores?

Se você respondeu não à qualquer uma das perguntas acima pode ser que existam desperdícios de água e tempo, isso ocorre quando a contratada descarta a água que sobrou nos reservatórios para iniciar e agilizar a limpeza das mesmas ou não sabe a sequência das atividades a serem executadas. Infelizmente é uma prática corriqueira e que pode ser corrigida com mudanças simples, técnicas e de procedimento.

Principais problemas

É claro que não existe uma receita de bolo, pois cada condomínio tem as suas particularidades, portanto, seguem enumeradas  algumas das possíveis falhas que devem ser verificadas e corrigidas.

1 – Comprimento da tubulação na cisterna

Parece irrelevante o comprimento da tubulação dendro da cisterna, mas se ela fica próxima ao fundo é possível retirar o máximo de água. Quanto menos água ficar na cisterna menor será o reservatório adicional necessário para armazenar essa água para posterior reposição.

Exemplo: Para uma cisterna de 50 metros quadrados, cada centímetro equivale a 500 litros, portanto, se a tubulação está a 30 centímetros do fundo, são 15.000 litros de água, se fossem 10 centímetros, apenas 5.000 litros.

Algumas cisternas mais novas possuem rebaixos que permitem que a tubulação fique abaixo do fundo, na maioria das cisternas que não possuem o artificio é possível execução de obra para correção.

2 – Caixas Superiores

Será inevitável que os apartamentos fiquem sem água por algum tempo, pois a caixa terá que estar completamente vazia para ser limpa. A água remanescente na caixa no início da limpeza poderá ser bombeada para a cisterna inferior ou ainda para reservatórios auxiliares.

3 – Remanejamento da água

Existem inúmeras formas de se fazer isso, dependendo das instalações do prédio e do espaço disponível, existem prédios com duas caixas onde se pode remanejar a água entre essas caixas durante a limpeza, em outros casos, pode-se utilizar caixa extra ou até uma piscina para armazenamento e posterior reposição. Para os condomínios que fazem a captação da água de chuva, pode-se direcionar a água para esse tanque. Como dito, são muitas as maneiras e precisamos avaliar qual delas é a mais simples e barata.

4 – Falta de planejamento

Planejamento

A depender das características, a ordem da limpeza pode ser alterada e algumas atividades podem ser realizadas simultaneamente, cabe verificar e até mesmo alterar algumas características em relação ao armazenamento e caminho da água, a fim de, melhorar e dar maior agilidade ao processo.

O procedimento completo deverá estar descrito em um documento a partir dos itens abaixo, isso visa evitar o descarte de água potável  bem como realizar um trabalho eficiente.

As etapas estão fora de ordem e podem haver outras, algumas dessas podem não entrar no seu planejamento, cabe sequenciá-las, definir quais podem ser executadas em paralelo, definir o responsável pela execução e a hora prevista para início e fim de cada atividade.

  • Fechamento da válvula da água que vem da concessionária
  • Esvaziamento da cisterna
  • Esvaziamento da(s) caixa(s) de água
  • Desligamento das bombas
  • Desligamento dos sistemas de pressurização
  • Fechamento das válvulas das colunas de água
  • Bombeamento da água para reservatório extra
  • Retornar a água ao reservatório principal
  • Serviços gerais de melhoria que só poderão ser realizados durante a limpeza

Conclusão

O planejamento correto e o acompanhamento da execução são fundamentais no processo, isso garantirá que tudo será feito dentro das melhores práticas possíveis, de forma sustentável e rápida, evitando aborrecimentos a todos.

condominiossustentaveis@gmail.com

twitter: @c_sustentaveis

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