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Os Passos para a Eficiência Energética em Condomínios

Os Passos para a Eficiência Energética em Condomínios

Para que possamos gerenciar os gastos de energia, precisamos conhecer a nossa estrutura, saber onde gastamos e o que influencia a demanda, a partir dessa análise poderemos buscar alternativas para a redução do consumo.

A chave para buscar oportunidades de redução é partir de onde se identifica o consumo, seguindo o caminho inverso até o ponto de aquisição de energia.

Passos:

1- Entender onde a energia é consumida

A eletricidade deve ser tratada como qualquer outro produto, inventariando as cargas, consumos, localização, condições de uso e outros, assim poderemos dimensionar e saber quais são e onde estão os maiores “gastadores” de energia.

Maiores consumidores de energia em condomínios normalmente são a iluminação das áreas comuns (corredores e garagens), elevadores e bombas de água.

2- Adequar o consumo às exigências

Todos os sistemas elétricos foram projetados para atender à uma exigência, as exigências podem ser algo simples como iluminar ou mais complexo, como o sistema de bombeamento e pressurização. A exigência é a eficácia do sistema, ou seja, atender aquilo que se propõe.

3- Maximizar a eficiência do sistema

A maximização da eficiência energética é a utilização da energia elétrica somente quando ela é necessária.

A avaliação mais importante a ser feita é a duração e a magnitude do consumo, isso serve para identificar se o uso está além da necessidade e adequá-lo, seja o acionamento de bombas por maior tempo do que necessário, desligamento de elevadores em horários fora de pico, uso de refrigeradores de ar, desligamento da iluminação quando não há passagem de pessoas etc.

4- Otimizar o fornecimento de energia

Após conhecer todo o sistema elétrico, identificar as cargas, onde estão os gastos, maximizar a eficiência e deixar de desperdiçar energia, chega a hora de otimizar o uso.

A otimização consiste na melhoria dos sistemas e/ou substituição por outros mais eficientes, como por exemplo: utilização de lâmpadas de LED, bombas de água econômicas, uso de energia e aquecimento solar, troca de fontes de energia etc.

Conclusão

Em praticamente todas as áreas é possível ter ganhos consideráveis no consumo de energia elétrica, algumas vezes a otimização será cara demais e não se justifica, a exemplo de se trocar toda a iluminação das garagens por lâmpadas de LED, ou então utilizar um sistema de aquecimento solar em um local em que se usa a água aquecida poucas vezes. Para casos como esses compensa realizar um trabalho de conscientização, mudança de procedimentos e outros meios que reduzam o tempo em que aquele equipamento ficará ligado.

Em todos os casos deverão ser feitas análises de consumo, investimento e prazo de retorno (ROI) para avaliar a viabilidade da melhoria. A página de PLANEJAMENTO poderá ajudá-lo nessa análise.

condominiossustentaveis@gmail.com

Twitter: @c_sustentaveis

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Eficiência x Eficácia

Eficiência x Eficácia

Quando nos referimos à qualquer atividade que utiliza recursos como tempo, eletricidade, água, humanos e materiais, precisamos conhecer o conceito de eficiência e eficácia. É a partir disso que saberemos se as nossas atividades estão sendo realizadas apenas objetivando o resultado final ou se os meios para alcançar são pensados para serem realizados da melhor forma possível.

Eficácia – Realizar aquilo que se propõe realizar

 Eficiente – Realizar aquilo que se propõe realizar da melhor forma possível, com uso ótimo dos recursos disponíveis.

Um exemplo interessante seria o de uma lâmpada incandescente, ela é 100% eficaz na sua missão de iluminar, porém não pode ser considerada eficiente uma vez que as lâmpadas fluorescentes são capazes de emitir a mesma luminosidade utilizando muito menos energia elétrica.

 Eficiência no Condomínio

E quanto ao seu condomínio, muito provavelmente dirá que não sabe ou que o considera apenas eficaz, ou então eficiente em alguns pontos. Isso acontece por que os prédios antigos não possuíam a preocupação e nem a tecnologia necessária para reduzir os consumos e hoje mesmo com todos os grandes avanços, as novas construções esbarram na redução de custos, tudo isso aliado a falta de processos bem definidos.

Como sermos eficientes?

A base de toda eficiência está na otimização dos processos e das adequações físicas do ambiente, cada etapa da atividade deve ser analisada e detalhada.

O detalhamento da execução das inúmeras atividades vai expor as deficiências dos processos e otimizar o tempo gasto para execução, menor insalubridade aos funcionários, menor gasto com produtos de limpeza e manutenção.

Nenhum processo é estático, sempre a cada execução deve-se avaliar os pontos positivos e negativos, isso é conhecido como processo de melhoria contínua e deverá ser incorporado ao planejamento das próximas execuções.

Capacidade Ociosa

Ser o mais eficiente não significa ter o melhor e mais caro sistema disponível no mercado, e sim aquele que seja dimensionado para a sua necessidade, a ociosidade de um recurso é um parâmetro de ineficiência, mostrando que se tem muito mais do que precisa, isso se traduz em realizações das manutenções nos prazos máximos permitidos, bombas de água que atendam a demanda sem sobras, quadros elétricos bem dimensionados etc.

Alguns exemplos de atividade que podem ter suas etapas melhor detalhadas gerando ganhos em relação ao uso dos diversos recursos.

Água

  • Varrição no lugar da lavagem
  • Filtragem da piscina ao invés de troca da água
  • Lavagem de cisternas e reservatórios sem descarte de água
  • Rega de jardins e plantas
  • Identificação de possíveis desperdícios

Energia elétrica

  • Manutenção dos quadros e painéis elétricos
  • Análise das instalações elétricas e sistema de iluminação
  • Desligar iluminação e outros equipamentos elétricos quando não estiverem em uso

Conclusão

Resumindo tudo o que foi dito, ser eficiente é fazer mais por menos, ganhamos na sustentabilidade, no uso da mão de obra, nos materiais e equipamentos empregados e financeiramente, além de garantir a satisfação dos moradores.

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Campanha pelo desperdício ZERO de água na limpeza de cisternas e reservatórios

Pela lei nº 1893 de 20 de novembro de 1991, no Rio de Janeiro ficam obrigados os responsáveis pelos estabelecimentos que possuem reservatórios de água destinada ao consumo humano a manter os padrões de potabilidade vigentes. A recomendação é para que seja feita a limpeza desses reservatórios pelo menos a cada 6 meses.

Para sabermos se o atual processo de limpeza no seu prédio ou condomínio é o ideal, precisamos refletir sobre alguns pontos:

  • Você sabe como é feita a limpeza dos reservatórios de água do seu condomínio?
  • Você tem um procedimento bem definido das atividades envolvidas na limpeza dos reservatórios?
  • Acompanha ou mantém um funcionário verificando o cumprimento do procedimento com a contratada?
  • Sabe quantos litros de água perde durante os procedimentos de limpeza das cisternas e caixas superiores?

Se você respondeu não à qualquer uma das perguntas acima pode ser que existam desperdícios de água e tempo, isso ocorre quando a contratada descarta a água que sobrou nos reservatórios para iniciar e agilizar a limpeza das mesmas ou não sabe a sequência das atividades a serem executadas. Infelizmente é uma prática corriqueira e que pode ser corrigida com mudanças simples, técnicas e de procedimento.

Principais problemas

É claro que não existe uma receita de bolo, pois cada condomínio tem as suas particularidades, portanto, seguem enumeradas  algumas das possíveis falhas que devem ser verificadas e corrigidas.

1 – Comprimento da tubulação na cisterna

Parece irrelevante o comprimento da tubulação dendro da cisterna, mas se ela fica próxima ao fundo é possível retirar o máximo de água. Quanto menos água ficar na cisterna menor será o reservatório adicional necessário para armazenar essa água para posterior reposição.

Exemplo: Para uma cisterna de 50 metros quadrados, cada centímetro equivale a 500 litros, portanto, se a tubulação está a 30 centímetros do fundo, são 15.000 litros de água, se fossem 10 centímetros, apenas 5.000 litros.

Algumas cisternas mais novas possuem rebaixos que permitem que a tubulação fique abaixo do fundo, na maioria das cisternas que não possuem o artificio é possível execução de obra para correção.

2 – Caixas Superiores

Será inevitável que os apartamentos fiquem sem água por algum tempo, pois a caixa terá que estar completamente vazia para ser limpa. A água remanescente na caixa no início da limpeza poderá ser bombeada para a cisterna inferior ou ainda para reservatórios auxiliares.

3 – Remanejamento da água

Existem inúmeras formas de se fazer isso, dependendo das instalações do prédio e do espaço disponível, existem prédios com duas caixas onde se pode remanejar a água entre essas caixas durante a limpeza, em outros casos, pode-se utilizar caixa extra ou até uma piscina para armazenamento e posterior reposição. Para os condomínios que fazem a captação da água de chuva, pode-se direcionar a água para esse tanque. Como dito, são muitas as maneiras e precisamos avaliar qual delas é a mais simples e barata.

4 – Falta de planejamento

Planejamento

A depender das características, a ordem da limpeza pode ser alterada e algumas atividades podem ser realizadas simultaneamente, cabe verificar e até mesmo alterar algumas características em relação ao armazenamento e caminho da água, a fim de, melhorar e dar maior agilidade ao processo.

O procedimento completo deverá estar descrito em um documento a partir dos itens abaixo, isso visa evitar o descarte de água potável  bem como realizar um trabalho eficiente.

As etapas estão fora de ordem e podem haver outras, algumas dessas podem não entrar no seu planejamento, cabe sequenciá-las, definir quais podem ser executadas em paralelo, definir o responsável pela execução e a hora prevista para início e fim de cada atividade.

  • Fechamento da válvula da água que vem da concessionária
  • Esvaziamento da cisterna
  • Esvaziamento da(s) caixa(s) de água
  • Desligamento das bombas
  • Desligamento dos sistemas de pressurização
  • Fechamento das válvulas das colunas de água
  • Bombeamento da água para reservatório extra
  • Retornar a água ao reservatório principal
  • Serviços gerais de melhoria que só poderão ser realizados durante a limpeza

Conclusão

O planejamento correto e o acompanhamento da execução são fundamentais no processo, isso garantirá que tudo será feito dentro das melhores práticas possíveis, de forma sustentável e rápida, evitando aborrecimentos a todos.

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