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Consumo Responsável em Condomínios – O que posso fazer?

Consumo Responsável em Condomínios

Renato Munhoz

Muito se fala sobre a redução dos consumos de água e energia elétrica nos condomínios, além da coleta seletiva e campanhas de conscientização, mas o que podemos fazer para influenciar os hábitos dos moradores e até mesmo em relação ao consumo de bens?

Uma grande preocupação que todos devem ter é a questão da destinação correta dos materiais que descartamos, sejam eles secos ou orgânicos, mas muita gente não para para pensar sobre como reduzir o volume total do lixo gerado e das emissões geradas por nossos hábitos de consumo

Existem algumas dicas e ações que podem ser tomadas com a finalidade de reduzir e minimizar o nosso impacto.

Campanhas internas, eventos de conscientização e avisos podem ajudar a plantar a semente da preocupação com o meio ambiente e alertar sobre as consequencias de nossas compras.

 

O que podemos fazer?

  • Evite comprar seus produtos em localidades distantes, quanto mais longe estiver a fonte do produto, mais combustivel foi gasto para fazê-lo chegar à sua casa, seja qual for o meio de transporte, navio, caminhão, carro etc. Um exemplo a ser seguido é o usado para a certificação LEED de construções sustentáveis, que exige que todos os materiais percorram uma distancia máxima entre a origem e o destino, computando o trajeto do produto por sua passagem na indústria de transformação.

Alguns exemplos práticos:

A compra de chocolate e café, produzido em larga escala no Brasil, segue para a Europa para ser transformado e volta à sua origem, milhares de quilometros depois.

O aço que sai de Carajás e vai para a China que nos devolve em forma de diversos outros produtos.

  • Outra forma de gerar menos impactos sobre o nosso consumo é escolher produtos que tenham embalagens menores, ocupem menor volume e gerem menos resíduos inúteis. Isso vai de alimentos à aparelhos de televisão, caixas de corn flakes com outro saco interno, sendo que existem produtos sem a caixa, uso exagerado de isopor, que não é reciclável etc.
  • Dê preferencia para as compras em mercados próximos e sem a necessidade do uso do carro, no nosso condomínio disponibilizamos alguns carrinhos de feira e ecobags que podem ser utilizadas por todos os moradores, isso evita além do uso de veículo, a necessidade de sacolas e sacos plásticos.

Unindo a boa prática e a saúde, caminhe mais, conheça os dias e locais das feiras livres mais próximas à sua casa, opte por produtos da safra, mais frescos e os orgânicos.

 
Todos agradecem, seu corpo e o planeta.

 

Endereços das feiras livres:

Rio de Janeiro

http://www.horti.com.br/home/guias/feiraslivresrj.htm

São Paulo

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/abastecimento/feiras_livres/onde_encontrar/index.php?p=16601

Belo Horizonte

http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/comunidade.do?evento=portlet&pIdPlc=ecpTaxonomiaMenuPortal&app=enderecos&tax=17388&lang=pt_BR&pg=6300&taxp=0&

Curitiba

http://www.curitiba.pr.gov.br/servicos/cidadao/feiras-livres/443

Santo André
http://www.craisa.com.br/feiras.htm

São Bernardo do Campo

http://www.saobernardo.sp.gov.br/comuns/pqt_container_r01.asp?srcpg=feiras

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Renato Moreno Munhoz

condominiossustentaveis@gmail.com
www.twitter.com/c_sustentaveis

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O caos de descarte do lixo carioca

O caos de descarte do lixo carioca

Renato Munhoz

 

 

 

Li a repostagem do jornal “O Globo” sobre a radiografia do lixo descartado pelo carioca e um fato me impressionou muito, somente 3% de todo o lixo da cidade é reciclado.

O que chamou mais a atenção é que a cidade que logo sediará a Rio+20 e a sua empresa de coleta, a Comlurb, recicla 0,27%, isso significa que diariamente ela separa e deixa de enviar aos aterros apenas 23 toneladas, enquanto outras 8.128, isso mesmo, oito mil, cento e vinte e oito toneladas seguem para o aterro de Gramacho. O restante, 2,73% ou 252 toneladas são recolhidas e separadas por cooperativas e catadores.

Considerando que 55% de todo o lixo, 4.621 toneladas são de origem residencial, mostra que temos muito o que fazer e muito a reivindicar.

O importante é fazermos a nossa parte, separar o lixo, reinvindicar uma nova e eficiente política de resíduos e estimular a criação das cooperativas, fazendo a renda do lixo circular entre aqueles que realmente dependem dele, porém de forma digna.

No meu condomínio fazemos toda a separação dos materiais e uma vez por mês é recolhido e vendido esse material, na média deixamos de descartar 1 tonelada de lixo por mês, parece uma gota no oceano, mas se cada um fizer a sua parte, teremos resultados enormes.

Com base no dados do IBGE de 2010, existem no Rio de Janeiro, 2.083.817 domicilios ocupados.  Uma conta simples, comparando os dados do meu condomínio, com 96 unidades habitacionais e arrecadação média de 340 gramas por apartamento por dia e considerando apenas os materiais sólidos, a coleta e reciclagem poderia saltar das 285 toneladas atuais para pelo menos  723 toneladas, ou 15% de todo lixo domiciliar. Isso quase triplica a quantidade diária e significaria um aumento importante na vida útil dos aterros públicos.

Aos síndicos e administradores digo que é essencial que deixem de ver a questão do lixo como somente mais um trabalho e visualizem o impacto que cada embalagem destinada indevidamente será  um passo a mais para o fim da vida útil dos lixões. Esse mesmo material poderia se transformar em um novo, gerando ainda renda extra aos que mais precisam, inclusive aos funcionários do próprio condomínio.

Parece que o poder público está longe demais de conseguir resolver esse problema, afinal de contas está sendo feito um novo aterro em Seropédica para depositarmos o nosso lixo por mais alguns anos, associado ao lobby das empresas de coleta de lixo terceirizadas, tem muita gente ganhando com isso, mas e o meio ambiente? E o nosso futuro?

 

Renato Munhoz

www.twitter.com/c_sustentaveis

condominiossustentaveis@gmail.com

 

 

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